Parque da Cidade do Porto transformou-se em “cidade da moda”

Foto: Ana Regina Ramos

Durante os dias 22 a 24 de março, o Parque da Cidade do Porto tornou-se uma “cidade da moda” para receber a 42ª edição do Portugal Fashion, com as coleções outono/inverno 2018.

Depois da abertura no novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, no passado dia 17 de março, o Portugal Fashion visitou o Porto num novo espaço: o parque da cidade, mais propriamente, na zona do Queimódromo.

Foi montada no local uma estrutura com 10 mil metros quadrados de área, de forma a “aproveitar as potencialidades do parque”, segundo afirmou, em comunicado, o diretor de comunicação do evento, Rafael Rocha. Tal aconteceu porque “o Portugal Fashion gosta de inovar na seleção dos locais de realização dos desfiles”, escolhendo, desta vez, construir “uma verdadeira cidade da moda, procurando assim reforçar a capacidade promocional, a linguagem estética e a mundividência autoral de criadores e marcas”, explicou.

O espaço contou com duas salas de desfile: o “White Room”, com um estilo mais moderno e iluminado e o “Black Room”, mais escuro e que pôs a natureza em evidência.

Nesta edição, a organização procurou também realizar um showroom com 70 expositores de vários setores da moda, com vista a trazer para o evento mais setores complementares (pronto-a-vestir, calçado, joias e estilo de vida), associados ao lifestyle e às indústrias criativas.

Entre os vários estilistas que mostraram as suas obras, Luis Buchinho, no penúltimo dia do Portugal Fashion, fez desfilar uma coleção – “Night Drive” – feita de materiais resistentes e formas protetoras e indutoras de mobilidade, com a predominância do preto em diferentes tons, brilhos e opacidades. Mangas raglã, cinturas definidas e sublinhadas, punhos e ombros alongados em tecidos canelados, escapulários compridos, bolsos de chapa amplos e acolchoados matelassê marcam a estação fria do criador.

Já na coleção de Micaela Oliveira, denominada “Woodland”, predominam peças esvoaçantes, transparências e cortes ousados. A inspiração surge da abrangência e contrastes da natureza, explorada através dos tecidos e rendas que remetem para o ambiente enigmático dos bosques sombrios.

Tal como aconteceu nas últimas duas edições do evento, o Portugal Fashion associou-se à Fundação Ronald McDonald, mas, desta vez, com a campanha solidária “Pedro – um pirata vestido para ajudar”.

Trata-se de um boneco, um pirata, vestido por Miguel Vieira, com uma calça preta, casaco de fazenda, smoking com um toque militar, botas e bolsa de cintura em pele, personalizados com o símbolo do criador.

Em comunicado, Miguel Vieira explicou que teve “como inspiração todas as aventuras e descobertas infinitas do imaginário infantil”.

Para a organização, estas campanhas solidárias “servem para demonstrar que a moda tem consciência cívica e pode ser um importante instrumento de solidariedade social”.

As receitas da venda revertem para o projeto Casas Ronald McDonald e Espaço Familiar Ronald McDonald, que garantem alojamento aos familiares de crianças em tratamento hospitalar longe das suas casas.

A sensibilização do público para o trabalho da fundação foi efetuada também através da oferta de uma pulseira com um cartão onde estava escrito: “A nossa casa é onde está o nosso coração”.

Esta edição do Portugal Fashion trouxe um total de 34 desfiles, 18 criadores, seis jovens designers e uma marca Bloom. Além disso, juntou também oito finalistas do Concurso Bloom, sete marcas de vestuário e seis de calçado.

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