OPINIÃO: Se conduzir… não deva nada ao Fisco!

Paulo Ferreira, 48 anos, contabilista

Tive conhecimento pelas redes sociais que a GNR, conjuntamente com a Autoridade Tributária, andavam à caça dos “Portugas” que devem dinheiro ao fisco. Ouviram bem, que devem dinheiro, porque nem todos são exemplares como o carismático Madeirense Berardo, que não deve nada a ninguém.

Fiquei entusiasmado!

É por estas e por outras que eu gosto muito de Portugal!

No outro dia, estava a falar com um emigrante português na Suíça e fiquei aterrorizado!

Aquilo lá deve ser uma pasmaceira, toda a gente cumpre leis e até, pasme-se, o Estado é uma Entidade cumpridora e faz cumprir. Enfim, um tédio é o que é!

Voltando à rusga das autoridades, tive uma ideia brilhante:

Convidei a minha sogra a dar um passeio, nomeadamente, a “Balongo”, “cena do crime”.

Argumento? Disse: Sogrinha, queria convidá-la a ir dar comigo um passeio a “Balongo” para comermos os famosos biscoitos lá da terra.

Claro está, eu já tinha a minha filada!

As autoridades iam-me mandar parar e, admitindo que talvez pudesse ter a felicidade de ter uma dívida ao fisco, iam penhorar o carro e teríamos que voltar a pé.

Claro que a minha sogra iria ficar muito aborrecida e nunca mais iria passear comigo… o que seria uma pena!…

Preparamo-nos e lá fomos nós.

Chegamos ao local, eu ia a 20 km/hora, para que as autoridades me vissem bem e stop… o meu coração exultou de alegria.

O agente pediu-me que eu me dirigisse a uma mesa com um computador e verificou os meus dados.

E, então, disse-me:

Ele – O senhor não deve nada, pode seguir.

Eu – (Fiquei gelado, mas reagi rápido) Senhor agente, faça-se o teste do balão.

Ele – O senhor parece-me bastante sóbrio e, por isso, não acho necessário.

Eu – Senhor agente, o senhor acha mesmo que um condutor pode estar sóbrio quando traz no carro a sogra para passear?

De nada valeu. Ele estava irredutível!…

Ainda se fosse como o Portas…

Conclusão: Foi só prejuízo!

Tive que pagar o lanche à sogra, comprar-lhe uns biscoitos de “Balongo”, voltar de carro e não a pé e, mais grave do que tudo, a minha sogra adorou o passeio e já fez planos para o próximo domingo!

Na vida de um homem, às vezes, uma desgraça nunca vem só!

O autor deste texto não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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