Porto: Projeto da Universidade Católica que promove desperdício zero vence prémio da Agência Nacional de Inovação

O Projeto AgroGrIN Tech, que permite o aproveitamento total dos resíduos das indústrias de processamento de frutas, da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, venceu o concurso “Born From Knowledge Ideas”, uma iniciativa da Agência Nacional de Inovação, na categoria “Recursos Naturais, Ambiente e Alterações Climáticas”.

Foi desenvolvido pela investigadora Débora Campos e coordenado por Manuela Pintado, investigadora e diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) e será submetido a um processo de aceleração corporativo, transformando a ideia de negócio num produto.

O AgroGrIN Tech é um processo patenteado que permite a valorização a 100 por cento dos resíduos das indústrias de processamento de fruta. Foi desenvolvido com base nos resíduos do ananás e permite a extração dos desperdícios de ingredientes de alto valor económico – como enzimas, vitaminas e polifenóis –, potenciando a economia circular e a redução drástica dos desperdícios industriais.

Esta tecnologia “permite, assim, a inclusão na cadeia alimentar de ingredientes naturais e saudáveis, possibilitando ao consumidor fazer escolhas nutricionais mais conscientes”, refere um comunicado da organização. Além disso, “diminui desperdícios e aumenta margens de lucro, criando novas fontes de receita através dos novos ingredientes”.

Na categoria “Materiais e Tecnologias Avançadas de Produção”, venceu o projeto Nautilus, da Universidade de Évora; na categoria “Saúde e Bem-Estar”, o ProtexAging, da Universidade de Coimbra; e na categoria “Turismo, Indústrias Culturais e Criativas”, o BackBone, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. No total, candidataram-se 30 projetos, representando instituições de ensino superior (públicas e privadas) com que a ANI desenvolve parceria.

Além destes, outros projetos poderão candidatar-se até 15 de novembro, refere o site oficial do concurso, estando previstas três edições – Norte, Centro e Alentejo – em que os participantes terão, ao longo de três meses, o acompanhamento próximo de uma rede de mentores, constituída por outros empreendedores, entidades parceiras da ANI, empresas, entre outros. O objetivo é capacitá-los de forma a poderem acelerar o processo de transferência de conhecimento em produtos ou serviços para o mercado.

Este concurso, que distingue as ideias de negócio provenientes de instituições de ensino superior, permite o acesso a um programa de aceleração de Ciência e Tecnologia e é promovido no âmbito do SIAC – Iniciativa de Transferência de Conhecimento, cofinanciada pelo COMPETE 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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