Combate à desinformação perante a situação pandémica

Foto: Neonbrand/Unsplash

Após a chegada do vírus Covid-19 ao país, várias foram as informações que se começaram a difundir nos diversos meios. A população assustada com este flagelo procura notícias através de diversos meios, como é o caso das redes sociais. Os cidadãos prezam por se sentirem informados e seguros, no entanto, com a quantidade de informação a que se tem acesso, por vezes, é difícil optar por uma fonte segura e confiável. De modo a combater a desinformação, conheçam os cuidados a ter durante a pandemia e não só.

É verdade que todos os dias se depara com informação falsa, principalmente nas redes sociais. Todos estão expostos a uma quantidade infinita de informação e ninguém está livre de acreditar e partilhar involuntariamente uma notícia que é falsa. No entanto, deve-se ter cada vez mais atenção e algum cuidado com o que se lê e partilha.

Paralelamente à pandemia, já foi referida pela OMS (Organização Nacional de Saúde) uma “infodemia”. Esta trata-se do excesso de informação que faz com que os cidadãos tenham cada vez mais a dificuldade em encontrar informação e orientação fidedigna acerca do assunto.

O CNCS (Centro Nacional de Cibersegurança) alerta para três filtros que se podem utilizar de modo a selecionar informação de qualidade.

  • O primeiro filtro passa por utilizar, de preferência, as fontes primárias, isto é, perante o caso do Covid-19, utilizar fontes que se tem a certeza serem válidas e que nunca espalhariam informação maliciosa. É o caso da Direção-Geral da Saúde, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e da Organização Mundial da Saúde, entre outros.
  • Em segundo lugar, deve-se manter uma atitude alerta, ler, desconfiar, procurar e pesquisar mais acerca do assunto em diferentes fontes.
  • Em terceiro lugar, a responsabilidade, visto que todos têm uma responsabilidade civil, que é um dever e, assim sendo, deve-se tentar, ao máximo, não participar na divulgação de notícias falsas.

A DGS (Direção-Geral da Saúde) partilhou um fluxograma de partilha de informação, salientando que a prudência é uma característica fundamental para cumprir o dever enquanto cidadãos, referindo que se devem “partilhar factos, não medos”.

Imagem: DGS

Contudo, há que salientar que este conjunto de medidas a ter em atenção na escolha de informação que se partilha deve ser considerado em qualquer momento. Independentemente da situação que se está a viver, informação falsa existe ao longo de todo o ano e não importa a sua categoria porque todos os assuntos são bons para uma boa mentira.

Lembrem-se que notícias falaciosas não são jornalismo. Sejam prudentes. Informem-se. Sejam cidadãos ativos. O que se partilha na internet também faz parte da responsabilidade civil.

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