OPINIÃO: Decidam-se

Herman José Ribeiro

Olá, meus queridos e belos leitores. Vejo que hoje estão com boa cara. Espero que se encontrem com saúde e bem desinfetados. Já vos disse que ando sempre com saudades vossas, do vosso silêncio? Para não falar da atenção que me prestam que isso sim é de louvar. Às vezes pergunto-me o que seria isto sem vocês. E depois chego à conclusão que seria isto sem vocês.

O tema que trago hoje é uma irritação minha que já chega de guardá-la só para mim, até porque já começa a fazer ninho. Não acham que já é tempo de haver alguma unanimidade relativamente aos dispensadores de géis que estão nas entradas dos estabelecimentos? Quando entro num shopping dá a sensação que já vale tudo. Sinto que perdi o momento em que os dispensadores começaram a contar para a credibilidade.

Façam o seguinte: vão a votos e escolham um. Não permitam é que isto continue. Imaginem que já comecei a ponderar a minha entrada nas lojas só por causa dos dispensadores. Estou naquele ponto que abaixo de dispensadores com sensor não entro. Sinto que já começo a ter tiques racistas com os dispensadores. Começo a imaginar só uma raça de dispensadores e por aí fora até ao CDS.

Isto de imaginar ser racista de alguma coisa arrepia-me. Não sei como é que o Ventura consegue dormir à noite. Pior do que o racismo só mesmo os desinfetantes de bisnaga. A bisnaga de gel desinfetante é a maior atrocidade que existe. É o equivalente a usar calças à boca de sino. Estão fora do tempo. No início era o que se usava, mas depois perceberam que já estava a começar a irritar.

Muito parecido com um pedal de piano é também o pedal de um dispensador muito comum na entrada de algumas lojas. Uma pessoa carrega no pedal e fica logo como o Jorge Palma – com álcool por todo lado.

E pronto, esta semana só tenho isto.


Nótula em jeito de recomendação:

Este livro: O Náufrago, Thomas Bernhard

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