Portugal Fashion voltou à Invicta com a 38ª edição

Quatro dias, duas cidades, 37 desfiles. A 38ª edição do “Portugal Fashion” arrancou dia 16 de março, no Convento do Beato, em Lisboa, onde jovens estilistas, como “Storytailors” e Susana Bettencourt apresentaram as suas coleções outono/inverno 2016/2017.

O evento estendeu-se, depois, ao Porto, onde durante os três dias seguintes, em três locais distintos – CEIIA, Museu do Carro Elétrico e Alfândega do Porto – vários criadores deram a conhecer as suas coleções para a próxima estação. A cidade invicta contou ainda com o “Concurso BLOOM” e a “Mozambique Fashion Week“.

CEIIA foi o local escolhido pelo “Portugal Fashion” para o arranque da sua edição no Porto, onde Pedro Pedro, Anabela Baldaque, Fátima Lopes, Pé de Chumbo e outros estilistas apresentaram as suas criações. Em destaque, a marca Pé de Chumbo que, com o seu conceito original e artesanal, com peças elaboradas uma a uma sobre uma forte influência do tricó, aposta para esta estação nas malhas de lã e peças rendilhadas.

A Alfândega do Porto acolheu o terceiro dia da 38º edição. Iniciou-se com o tema “Mountain” por parte da estilista e antiga estagiária de Nuno Baltazar, Carla Pontes, que apresentou a sua coleção em simultâneo com Mafalda Fonseca.

O dia ficou também marcado pela “Mozambique Fashion Week”, onde a marca “Ideias a Metro” e os jovens criadores Omar Adelino e Shaazia Adam apresentaram as suas coleções, realçando as suas origens e influências africanas.

De seguida, Elsa Barreto, a estilista com mais de 20 anos de carreira, escolheu o tema “Drama” para a coleção FW 16/17, marcada essencialmente pelos coordenados planeados ao pormenor.

Diana Pereira, a modelo e empresária portuguesa de 32 anos, foi a estrela escolhida para a abertura da passerelle, desfilando com dois coordenados. Uma coleção marcada por peças altamente sofisticadas, onde se destaca as rendas, texturas, bordados e as botas de cano alto. Elsa Barreto apostou no preto, vermelho, cinza e pérola.

A estilista descreveu como sendo uma coleção “com um conceito cénico forte que se inscreve numa inesperada conjugação de texturas e diferentes camadas, ‘Drama’ eleva a mulher do dia a dia a protagonista de uma história maior. Cumpre-se, assim, uma história que narra as vivências extraordinárias de diferentes personagens que têm em comum uma essência singular carregada de dramatismo”.

Mais uma vez, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), através do Portugal Fashion, apostou nos novos talentos nacionais da indústria da moda com o “Concurso BLOOM”. Oito candidatos, previamente apurados – “Amorphous” (Carla Alves), Beatriz Bettencourt, David Catalan, Fii (Filipa Fonseca), Inês Maia, KDI (Inês Gonçalves e Diana Quintal), Patrícia Shim e Sara Marques – tiveram a oportunidade de apresentarem as suas próprias criações. Os quatro candidatos vencedores – “Amorphous”, Inês Maia, David Catalan e Sara Marques – vão agora receber um incentivo financeiro de modo a progredirem na indústria da moda.

O dia terminou com Miguel Vieira. O estilista, fanático por preto e branco, manteve o seu registo clássico, mas surpreendeu ao apresentar criações com uma palete de cores mais diversificada, sobressaindo o amarelo e o azul.

O quarto e último dia do “Portugal Fashion” iniciou com o desfile do conceituado Luís Buchinho, no Museu do Carro Elétrico, marcado por peças perfeitamente elaboradas, jogando com assimetrias, sobreposições e formas geométricas.

De regresso à Alfândega, assistiu-se à apresentação das criações de vários nomes da indústria da moda como Nuno Baltazar, Ana Sousa, Katty Xiomara, Dielmar e com Eduardo Amorim a destacar-se no Bloom.

O jovem criador apresentou a sua coleção outono/inverno, sob a forma de prolongamento da coleção anterior, onde expressou o uso excessivo de recursos têxteis e a exploração da mão de obra infantil. Eduardo Amorim recorreu a padrões e formatos clássicos e essencialmente a cores sóbrias como o preto, castanho e o verde-musgo.

A 38ª edição do “Portugal Fashion” terminou com um concerto ao vivo no desfile da VICRI, onde reinou o tão habitual estilo clássico e arrojado da marca masculina.

In “It’s trendy”

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