OPINIÃO: Obrigado ao Pai Oportunista

Um Obrigado aos Pais Oportunistas.

Um Maior Obrigado aos Penafidelenses.

Tem graça a coincidência, que na semana que termina com mais um dia do Pai, aconteça mais um oportunismo do já conhecido Paternalista Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, no cenário político penafidelense. Não é novo, nem é de estranhar. Na realidade, estava convicto que, depois da SPA reconhecer Penafiel como a detentora da Melhor Programação Cultural no ano de 2016, a Coligação iria lançar uma promessa.

Perdoem-me o politicamente incorrecto e a coragem de partilhar algo, que ao que me vem sendo comunicado, eu senti, mas muitos sentiram exactamente o mesmo. Muitos, como eu, estranhámos a atribuição do galardão à Melhor Programação Autárquica de 2016.

É indesmentível que a comunidade penafidelense gera espontaneamente, desde sempre, uma iniciativa cultural e de interacção social que se demarca de algumas comunidades vizinhas. Provém das origens e das circunstâncias orográficas e tem uma longa história, recheada de pormenores e “pormaiores” e que dão a qualquer penafidelense um orgulho de o ser, da qual cada um não teve até à data do seu nascimento qualquer intervenção senão nascer no local certo.

E esse local certo é Penafiel.

Há no ADN cultural desta comunidade uma necessidade de intervir, de mudar, de criar e, portanto, do que tenho visto, Penafiel, nos últimos anos, é exactamente o contrário que o que se tem apregoado. A Câmara Municipal não foi durante anos amiga dos agentes culturais penafidelenses. Arrisco até a dizer que ainda hoje a Coligação Penafiel Quer, mascarada pelo poder que democraticamente conseguiu, cultiva vários arqui-inimigos na área da cultura. E os que porventura conseguiram ganhar a abertura e o apoio da Câmara Municipal de Penafiel nos últimos anos, sabem quão difícil foi e a esses eu apelo à memória, por cuidado de quem se mantém propositadamente arredado ou até indignamente preso.

E aqui aproveito para lembrar ao leitor que a mesma Câmara Municipal que se regozija deste prémio é a mesma que não pagou a artistas penafidelenses pelo seu trabalho em espectáculos que deram a convite da própria câmara. E ainda reprovaram a proposta que primeiro subscrevi à Assembleia Municipal de Penafiel que indicava precisamente que nenhum artista no nosso concelho exibisse a sua arte a convite da autarquia sem ser remunerado, antes o Presidente da Câmara Municipal disse que se muitos não recebem é porque não têm forma legal de o receber. Ah bom! – pensará o leitor.

“Mas como nem só de pão de vive o homem”: o Escritaria é realmente uma marca que imprimimos em Penafiel. Foi provavelmente o único produto “chave na mão” que a Coligação comprou que teve real sucesso e continuará a ter, mesmo quando a Coligação deixar de ter ligação à câmara. Não se pode dizer o mesmo do Papa-Chiclas que papou orçamento ao município e ninguém papou o próprio produto. Mas recentrando no Escritaria, e partilhando a visão pessoal que criei ao longo dos anos enquanto espectador, é importante reforçar que este festival traz uma luz e uma substância cultural a Penafiel que não era habitual outrora.

O galardão da SAP não foi único e o presidente da Câmara Municipal de Penafiel decidiu apenas a meses das eleições premiar os penafidelenses com a promessa que vamos ter uma sala de espectáculos com 400 lugares. Anos depois da Juventude Socialista e do Partido Socialista proporem publicamente, a Coligação, que nunca viu prioridade num espaço com este fim, atrela-se e o senhor presidente hipocritamente diz-se o pai da criança. E não sou eu que opino sobre isso, é a realidade que testemunha a “Épica” da Coligação Penafiel. O que propomos, numa primeira instância, é negado com veemência, tal como foi com as 35 horas ou com o Orçamento Participativo, depois há um silêncio obscuro e poucas horas depois, ou, neste capítulo em particular, alguns anos depois, as mesma propostas são apresentadas pela Coligação como suas. Faz-me francamente lembrar da minha passagem pelos estágios nos Serviços de Pediatria ou ainda do título deste artigo.

E por isso, termino em jeito de proposta, esperando que, ainda no escurinho do silêncio, a Coligação accione o seu modus operandi.

Toda a gente sabe que este galardão foi atribuído porque a Câmara concorreu ao Prémio. Porque, como diz o povo: “quem não chora não mama”, sugiro também à Câmara Municipal de Penafiel que concorra também ao Prémio Acesso Cultura 2017 pela entidade Acesso Cultura. Ao executivo camarário que também são penafidelenses, portanto o prémio também é deles, deixo o endereço da página do Acesso Cultura para que seja mais fácil e célere, dado que as candidaturas fecham no dia 23 de Abril.

Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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