OPINIÃO: Dependências

Mónica Pinto, 55 anos, Locutora de rádio

As dependências não trazem com elas nada de bom, antes pelo contrário, quando nos entregamos a elas, geram dor, entorpecimento, arruínam as nossas capacidades intelectuais, as nossas amizades e amores, o nosso trabalho, a nossa saúde e bem-estar físico, o respeito dos outros por nós e provocam uma grande solidão.

O que é que muitas pessoas procuram na dependência? Muitas vezes, tudo começa pela vontade de experimentar e depois voltam a repetir. Outras pensam que, afogando as suas mágoas em álcool ou estupefacientes, resolvem os problemas e, quando se apercebem e têm vontade de lutar contra a dependência química ou alcoólica, só mesmo com ajuda de pessoas ligadas a instituições, com o fim de ajudar à desintoxicação daquelas dependências, e com um grande amor de familiares.

Isto acontece quando a pessoa já está num nível de autodestruição considerável, mas, havendo uma grande força de vontade para a mudança, tudo é possível.

Todos temos a oportunidade de melhorar, assim queiramos, e nunca é tarde para gostarmos de nós e valorizarmos o que de mais precioso temos, que somos nós e a nossa saúde.

O ideal é não fazermos uso deste tipo de dependências e buscarmos ajuda o quanto antes, para que a recuperação da saúde e autoestima se faça de forma célere e eficaz.

Alguns sinais do uso de químicos ou álcool são: mudança brusca de comportamento e humor, desmotivação para qualquer tipo de atividade, olheiras, fala pastosa e boca seca, abandono dos estudos ou queda de rendimento escolar, ou faltas ao trabalho, aumento drástico do apetite, depressão, cansaço e aspeto descuidado.

O uso de drogas e álcool é muito antigo na história da humanidade e constitui um grave problema de saúde pública, com sérias consequências pessoais e sociais no futuro de muitos jovens e de toda a sociedade.

Na minha opinião, o uso de salas para o consumo de drogas não deveria ser permitido, pelos motivos acima referidos, mas, principalmente, por constituir um grave problema de saúde pública e acarretar mais gastos para a economia do país, já de si fragilizada, e, sabendo, à partida, qual a resposta dos serviços de saúde a nível nacional, carente de médicos e recursos.

Quando sentir que está menos bem, recorra às terapias ocupacionais, como: a pintura, a leitura, trabalhos manuais, escrita, teatro, canto, execução de instrumentos musicais. Tudo é melhor que mergulhar no abismo da dependência.

Lembre-se que deve tratar muito bem o seu corpo e a sua alma, as pessoas que lhe são mais queridas.

Acredite que é a pessoa mais importante da sua vida e que nada justifica, mesmo nada, a sua entrega a dependências, que só lhe trarão sofrimento e solidão.

Procure a felicidade dentro de si, no amor e amizade verdadeiros. Diga não à dependência, pela sua saúde e pela sua autoestima.

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