LIGAS DE REFERÊNCIA: Dérbi da Invicta, os dois lados do mesmo tabuleiro

Imagem: Ana Regina Ramos

O Ligas de Referência regressa com o icónico Boavista FC x FC Porto. É o 56º dérbi portuense no Bessa para o campeonato, registando-se 30 vitórias dos visitantes – o dobro dos boavisteiros. Os visitados venceram, pela última vez, há 11 anos.

A disparidade competitiva entre as equipas é, porventura, a maior de sempre, não só pelo momento estrutural – os axadrezados ainda procuram reerguer o “Boavistão” – mas também pelo momento conjuntural, em que os azuis e brancos são campeões em título, líderes à partida para esta jornada e vêm de uma sequência de nove triunfos para todas as competições.

Todavia, tratando-se de um dérbi, a carga emocional costuma atenuar o desequilíbrio de forças. Além disso, o factor casa e o crescendo de forma das “panteras” que, após 4 derrotas nos primeiros 6 jogos, logrou 3 vitórias e apenas uma derrota em igual número de partidas.

Apesar do penúltimo lugar na Liga NOS, o Boavista acabou de garantir presença nos oitavos-de-final da Taça de Portugal, após golear o Sporting de Espinho, fora de portas, numa exibição bastante conseguida. Se os “tigres” estão dois escalões abaixo, não deixa de se tratar de mais uma histórica rivalidade do futebol português.

Prelecção

BOAVISTA FC

Helton Leite
Carraça     Gonçalo Cardoso     Sparagna     Talocha
Obiora
Rafael Costa     David Simão
Fábio Espinho
Rafael Lopes      Mateus

Subs.: Bracalli, Edu Machado, Neris, Idris, Rochinha, André Claro, Falcone

FC PORTO
Casillas
Maxi Pereira     Felipe     Militão     Alex Telles
Danilo
Herrera     Óliver
Corona     Otávio
Soares

Subs.: Vaná, Mbemba, Jorge, Sérgio Oliveira, Brahimi, Marega, André Pereira

Voltando ao encontro que será a primeira “prova de fogo” à maturidade do promissor Gonçalo Cardoso, o treinador Jorge Simão beneficiaria em adoptar uma estrutura de 4-4-2 em losango, povoando a zona nevrálgica do terreno e juntando Rafael Costa a David Simão, os médios mais completos a nível técnico e táctico. A flexibilidade entre o apoio defensivo e ofensivo que esta dupla proporciona pode ser a chave para um bom resultado da equipa da casa.

Na frente, perante a ausência de um “matador”, seria vantajoso apostar numa dupla entre um tacticamente agressivo Rafael Lopes e a mobilidade de Mateus ou André Claro.

Os comandados de Sérgio Conceição, por seu turno, deverão ser praticamente os mesmos que garantiram a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, exceptuando a entrada de Soares para o 11, em prejuízo de Herrera ou Corona. Eu manteria os dois, porque a intensidade deste tipo de jogos aconselha a uma ocupação de espaços mais “racional”, e o capitão garante uma intensidade táctica – na pressão em zona adiantada, por exemplo – adequada ao cariz deste jogo.

Para entrar Tiquinho, optaria pela troca-por-troca com Moussa Marega, ele que tem muitos minutosas pernas”. O jogo mais rendilhado de Brahimi poderia dar lugar ao mais repentista de Otávio, ele que já merece a titularidade há algum tempo; o argelino juntar-se-ia ao maliano como “armas secretas” a lançar durante a partida.

Uma vitória dos boavisteiros poderá ser o clique que a equipa precisa para mais uma caminhada tranquila na liga, enquanto que os portistas precisam de vencer para garantir que mantêm a liderança isolada no final desta jornada.

Num jogo em que o empate não deverá agradar nem ao Boavista, prevê-se uma noite de futebol emocionante!

Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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