LIGAS DE REFERÊNCIA: Recorde de vitórias à prova contra Rio Ave à espera de novo treinador

Imagem: Ana Regina Ramos

Esta semana, o “Ligas de Referência” faz a antevisão da recepção do FC Porto ao Rio Ave FC, um encontro a contar para a 14.ª jornada da Liga NOS, a última de 2018!

Se é verdade que o histórico de confrontos parece indiciar um “jogo fácil” para os “dragões”, a verdade é que o clube de Vila do Conde tem vindo a consolidar gradualmente o seu estatuto a nível nacional, alicerçado na qualidade de contratação e reposição de jogadores e treinadores.

A propósito, José Gomes estará de saída para o Reading, mas mesmo perante a improbabilidade de já não estar no banco este Domingo, a memória colectiva da equipa não conseguirá fugir muito aos seus princípios de jogo.

Não se detectam melhorias no 1+4+1 defensivo, tendo baixado o nível individual com um total “transplante”: saíram o guarda-redes Cássio, os centrais Marcão e Marcelo, os laterais Lionn e Yuri Ribeiro, além do trinco Pelé. Se no caso do lateral-esquerdo o regime de empréstimo tornava-o praticamente inevitável, a saída em simultâneo de Bruno Teles obrigou a mudar tudo na posição. Tal estende-se a todo o sector, tendo a equipa perdido referências nesta zona do terreno.

Mas foi a meio-campo que os rioavistas mais decresceram colectivamente, com os médios Jambor e Schmidt ainda demasiado “light” e o capitão Tarantini cada vez menos titular, numa equipa refém da inteligência técnica de Francisco Geraldes e táctica de João Novais.

Contudo, apesar do futebol menos enleante, os “tubarões” são esta época mais imprevisíveis no momento ofensivo, nomeadamente pela capacidade de desequilibrar em transição. As aquisições de Fábio Coentrão, Wenderson Galeno e Carlos Vinícius foram magistrais.

Para este desafio, os vilacondenses não contam com o “portista” Galeno, devendo o explosivo Gelson Dala juntar-se a Coentrão e Vinícius numa tripla que, se se mantiver dinâmica com – mas sobretudo sem – bola, poderá fazer estragos na defensiva portista.

Na defesa, apostaria em Nélson Monte para fazer dupla com Borevkovic e em Afonso Figueiredo na lateral-esquerda, e no meio-campo parece-me fundamental a titularidade de Tarantini para dar equilíbrio táctico e intensidade posicional.

Mas a “chave” para um bom resultado no Estádio do Dragão pode residir no aproveitamento do espaço entre linhas que se pode criar com a ausência de Danilo Pereira no adversário.

RIO AVE FC
Léo Jardim
Júnio Rocha, Nélson Monte, Borevkovic, Afonso Figueiredo
Tarantini, Jambor
Fábio Coentrão, Gabrielzinho, Gelson Dala
Carlos Vinícius

SUBS.: Paulo Vítor, Miguel Rodrigues, Matheus Reis, Schmidt, Diego Lopes, Murilo, Bruno Moreira

Do lado dos azuis e brancos, além da ausência do referido Danilo e de Aboubakar, regista-se a baixa de Otávio, um dos principais agitadores de jogo da equipa até agora, principalmente quando lançado a partir do banco.

A irregularidade de Felipe e a adaptação de Jesús Corona – ainda não me convence, defensiva e mesmo ofensivamente – têm levado a alguma quebra de solidez no bloco, não tendo chegado para derrubar a sua estrutura muito graças às dobras de Militão e do próprio Danilo. Sem este, eu promoveria a reedição da dupla Herrera-Sérgio Oliveira, que na época passada revelou sintonia e eficácia.

Na zona mais criativa não estará Otávio, mas mesmo que estivesse disponível eu optaria por Óliver, mais completo na interpretação dos vários momentos e ritmos que o jogo exige.

Na linha da frente, além do regresso de Soares – o mais eficiente goleador – apostaria em Hernâni, pela recente sobreutilização de Marega, mas sobretudo pelos sinais de evolução no contexto da equipa que o português tem revelado, particularmente no momento da tomada de decisão.

FC PORTO

Casillas
Maxi Pereira, Felipe, Militão, Alex Telles
Herrera, Sérgio Oliveira
Óliver
Hernâni, Tiquinho Soares, Brahimi

SUBS.: Vaná, João Pedro, Mbemba, Bazoer, Corona, Adrián López, Marega

Conseguirão os comandados de Sérgio Conceição igualar a melhor sequência de vitórias da história do clube e, mais importante, manter ou aumentar a vantagem na liderança da prova? Será esta uma despedida em grande para José Gomes e um “clique” para a equipa verde e branca?

Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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