Ronaldo no banco frente à Suíça: como todos (incluindo o próprio) saíram a ganhar

Ao deixar Cristiano Ronaldo de fora do 11 titular, após a polémica reacção à sua substituição no jogo anterior, o seleccionador nacional afastou a ideia que pairava em boa parte da crítica sobre quem é o verdadeiro líder no balneário.

Mesmo que não tenha ficado, naturalmente, satisfeito com o facto de ter começado no banco de suplentes, a verdade é que o esse estatuto acabou por ser positivo para o astro português, desde logo pelo contexto favorável com que entrou em campo, sem a equipa dependente de si para resolver a partida, algo que perante o seu momento de forma e as polémicas recentes, se tem revelado contraproducente.
Penso que este momento menos fulgurante se prende sobretudo com a vertente anímica, pelo que é fundamental encontrar o enquadramento ideal para que se possa reerguer.

Por outro lado, o jogador não terá interesse em que se eternize a ideia de que manda em tudo o que se relaciona com a FPF, algo que o diaboliza e cria ainda mais pressão sobre si.

Acredito que Cristiano pode vir a ser ainda um jogador muito útil para a Selecção Nacional, mas tem de interiorizar que não tem de jogar os 90 minutos de todos os jogos. Pepe está a aceitar isso e tem apresentado o rendimento que está à vista de todos. O próprio CR7 passou por isso, com excelentes resultados, no comando técnico de Zidane (Real Madrid).

A sua entrada em jogo frente à Suíça, já com alguns lampejos do nível a que habituou, pode ser o mote ideal para uma nova fase… Será ele capaz?

Artigo disponível originalmente aqui.

Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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