Benoit Blanc, o famoso detetive do universo “Knives Out”, chegou mais uma vez para investigar um aparentemente impossível caso de homicídio, depois de “Knives Out” e “Glass Onion”. Um padre chega a uma igreja e a partir daí abre-se o pano para o crime. Rian Johnson volta assim a escrever e a realizar um “whodunnit” cheio de surpresas e, claro, com muitos twists.
O elenco é, como sempre, recheado de estrelas, que incluem Daniel Craig, Josh O’Connor, Glenn Close, Josh Brolin, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington, Andrew Scott, Cailee Spaeny, Daryl McCormack. Os dados estão lançados para Benoit Blanc se deparar com muitas suspeitas e fé à mistura.
Mais um belo filme em que Rian Johnson desenvolve a sua mestria com bastante humor. As interpretações são excelentes, aliás, estes filmes do “Knives Out” primam pelo bom casting. Destaco Josh O’Connor que, na minha opinião, é uma das almas do filme. Benoit Blanc tem um papel mais secundário, apesar de eu adorar a personagem e o Daniel Craig, que regressou com o seu sotaque fenomenal e que muita graça transmite.
Adoro os locais do filme e tem uma estética muito gótica que eu pessoalmente aprecio, muito a la Edgar Allan Poe. Locais de culto e igrejas são um óptimo sítio. Aqui a crença é catalisadora de todo o mistério, o facto de acreditarmos ou não em algo grande e milagroso e o quanto nos movemos por acreditarmos nisso.
Este filme é mais uma peça fundamental no puzzle “Knives Out” e, na minha opinião, o melhor filme desta trilogia, com os seus tons mais negros do que os seus antecessores.
Estrelas: 4/5
Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.
Imagem: DR/Jornal Referência