No “À Moda do Norte” do mês de dezembro voltamos a falar de sustentabilidade e, desta vez, o tema é “Fairtrade”.
Este conceito não é exclusivo da moda e provavelmente já o viram numa ida ao supermercado. Mas hoje vamos explicar o que significa “Fairtrade” especificamente no universo da moda.
Sabemos que grande parte da roupa de marcas fast fashion é produzida de forma precária, não assegurando as condições mínimas dignas de quem a produz e não havendo qualquer transparência no processo de produção.
De forma a contrariar esta assustadora realidade, surgiu o movimento “Fairtrade”. A ideia é simples: garantir que todos os trabalhadores envolvidos na cadeia têxtil têm boas condições de trabalho, salários justos e que toda a produção é feita de forma ética e sustentável.
Além de criar oportunidades para trabalhadores economicamente desfavorecidos, garante que todos os trabalhadores tenham um contrato de trabalho, assegurando transparência e uma comunicação honesta entre todos os elementos da cadeia têxtil.
Também ajuda a combater o trabalho infantil e forçado e defende a não discriminação, a igualdade de género e o empoderamento das mulheres, oferecendo formação e apoio nas áreas de gestão.
Por último, esta certificação incentiva a indústria têxtil a respeitar o ambiente, adotando práticas que ajudem a reduzir a pegada ecológica.
Quando uma marca ou produto recebe esta certificação, significa que respeita os seus trabalhadores e o ambiente. Para as marcas, é uma forma de assumir responsabilidade social e ambiental de forma transparente. Para os consumidores, é uma oportunidade de fazer escolhas mais conscientes.
Foto: Cemrecan Yurtman/Pexels/Jornal Referência