Com o mês de dezembro, são vários os tipos de calendário do Advento que vemos por aí. O Jornal Referência criou um calendário diferente e especial!
Até ao Natal, partilhámos algumas dicas para ficarem sempre bem informados e viverem da melhor forma esta época natalícia (e o resto do ano) num mundo repleto de informação.
- É fundamental ir além do título.
Os títulos resumem apenas uma parte da informação contida numa notícia e podem gerar várias interpretações, por isso, ler a notícia completa é sempre uma boa opção. - Se identificarem uma notícia falsa, é fulcral denunciarem esse conteúdo.
As redes sociais dispõem de mecanismos para fazer essa denúncia. Caso não seja suficiente, é sempre possível denunciar, por exemplo, à ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social. - Se a notícia desperta uma emoção ou reação demasiado fortes, devem confirmar a informação.
É sempre importante confirmar o que vemos em vários órgãos de comunicação social e sites oficiais. O mesmo se aplica a uma imagem e é possível testar a sua veracidade através de diversos sites para o efeito, bem como motores de busca. - Verificar a data da notícia é crucial.
Saber a data dos factos e quando a notícia foi publicada pode mudar (e muito) uma informação. Muitas vezes, notícias antigas circulam como se fossem atuais. - Antes de partilhar reflitam.
Se querem partilhar uma publicação nas redes sociais, é essencial que tenham em atenção alguns pontos:
– Quem fez?
– Qual é a fonte?
– De onde vem?
– Porquê que estou a partilhar isto?
– Quando foi publicado? - Fazer uma “limpeza” do vosso ‘feed’ pode ajudar a evitar o consumo de desinformação
Selecionar os vossos seguidores e contas a seguir é uma boa prática, de forma a garantir que não há páginas aparentemente falsas ou que publicam intencionalmente conteúdo que não é verdade a aparecer no feed. - Consultem fontes oficiais, como SNS, INE, Proteção Civil, universidades, e também meios de comunicação.
Caso tenham dúvidas sobre alguma informação que viram nas redes sociais ou que alguém contou, verifiquem se consta como facto divulgado em fontes oficiais e/ou em notícias. - Reparem no propósito do conteúdo.
Aquilo que estão a ver servirá para informar, vender ou apenas para inflamar opiniões? - Observem o nome da página e do website.
Muitas vezes, o design da publicação é muito semelhante ao de um meio de comunicação social conhecido. Também um endereço de site diferente do habitual pode levantar suspeitas. - Verifiquem erros ortográficos ou de layout.
Podem ser apenas gralhas comuns (acontece a todos!), mas, em demasia, podem significar que o website não é confiável ou foi gerado por Inteligência Artificial, podendo conter informações que não são verdadeiras (intencionalmente ou não). - Tenham atenção com excertos de vídeos.
Por vezes, os vídeos que vemos nas redes sociais são montagens de vários momentos, o que faz com que a perceção dos acontecimentos seja outra. - Cuidado com imagens fora do contexto.
Verifiquem sempre se a imagem corresponde aos factos apresentados, é real, serve apenas para dar algum contexto ou foi colocada no artigo com algum propósito extra. Uma pesquisa reversa nos motores de busca pode ajudar a perceber. - Questionem qualquer link partilhado, mesmo que tenham recebido da parte de alguém conhecido.
Perguntem qual a fonte da notícia e prestem atenção ao endereço do site. Esta dica pode também servir para evitar burlas. - Consultem sites de verificação de factos.
Existem vários sites e programas que realizam o chamado “fact-checking” em Portugal. São uma ótima opção para confirmar uma afirmação que viram online. - Notícias em formato de áudio podem ser difíceis de verificar.
A sugestão passa por não partilhar antes de pesquisar a informação em fontes fidedignas. - Capturas de ecrã podem não ser assim tão confiáveis quanto parecem.
Uma captura de ecrã é muitas vezes usada para confirmar uma determinada informação, mas também é facilmente manipulável. Pode ser falsificada ou tirada fora do contexto. - Comparem o título com o corpo do texto.
Muitas vezes, algumas alegadas notícias de sites têm títulos que em nada correspondem ao que está escrito no corpo do texto. - Desconfiem de títulos sensacionalistas ou que criam urgências falsas.
Este tipo de títulos chamados “clickbait” servem apenas para isso mesmo, atrair para o clique, com os mais variados objetivos (que não passam por informar). Quando os textos têm expressões do género “partilha já”, são de desconfiar, já que a urgência é uma técnica clássica de desinformação. - Procurem por dados concretos.
Se o texto apresenta números muito vagos e informações muito gerais, desconfiem e procurem por mais informação sobre o assunto. - Certifiquem-se que o artigo é assinado por um autor.
Textos sem qualquer tipo de autor e sites que não mostram quem faz parte da equipa podem ser motivo de desconfiança. - Bloqueiem notificações de sites cuja origem não saibam qual é.
Vocês é que mandam no que veem, não é o algoritmo que vai decidir por vocês. Atenção que o algoritmo vai sempre seguir padrões de comportamentos e o que já pensas sobre determinado assunto e segues, o que não é necessariamente a realidade. - Averiguem se o texto é opinião disfarçada.
Palavras como “acho”, “parece”, “deveria” ou uso de adjetivos e certas expressões são pistas que indicam que é um texto de opinião e não noticioso. - Nem sempre é fácil reconhecer “deepfakes”, mas é cada vez mais necessário.
Um “deepfake” coloca, em vídeo, pessoas a exprimirem palavras que nunca disseram, e/ou substituem rostos, criando, assim, situações falsas, com a ajuda da Inteligência Artificial.
Prestem atenção a:
– olhos que piscam pouco;
– movimentos que parecem mecânicos;
– voz metálica;
– falhas em pormenores;
– sombras incoerentes. - “Quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto.”
Também fora do mundo digital acontece desinformação, por isso, confirmem sempre em fontes fidedignas aquilo que ouvem e veem ou que vos contam.
Este Natal, ofereçam algo valioso e que é para sempre: informação verificada.
Foto: Ana Regina Ramos