Calendário do Advento para estarem sempre bem informados

Penafiel, Natal

Com o mês de dezembro, são vários os tipos de calendário do Advento que vemos por aí. O Jornal Referência criou um calendário diferente e especial!

Até ao Natal, partilhámos algumas dicas para ficarem sempre bem informados e viverem da melhor forma esta época natalícia (e o resto do ano) num mundo repleto de informação.


  1. É fundamental ir além do título.
    Os títulos resumem apenas uma parte da informação contida numa notícia e podem gerar várias interpretações, por isso, ler a notícia completa é sempre uma boa opção.
  2. Se identificarem uma notícia falsa, é fulcral denunciarem esse conteúdo.
    As redes sociais dispõem de mecanismos para fazer essa denúncia. Caso não seja suficiente, é sempre possível denunciar, por exemplo, à ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
  3. Se a notícia desperta uma emoção ou reação demasiado fortes, devem confirmar a informação.
    É sempre importante confirmar o que vemos em vários órgãos de comunicação social e sites oficiais. O mesmo se aplica a uma imagem e é possível testar a sua veracidade através de diversos sites para o efeito, bem como motores de busca.
  4. Verificar a data da notícia é crucial.
    Saber a data dos factos e quando a notícia foi publicada pode mudar (e muito) uma informação. Muitas vezes, notícias antigas circulam como se fossem atuais.
  5. Antes de partilhar reflitam.
    Se querem partilhar uma publicação nas redes sociais, é essencial que tenham em atenção alguns pontos:
    – Quem fez?
    – Qual é a fonte?
    – De onde vem?
    – Porquê que estou a partilhar isto?
    – Quando foi publicado?
  6. Fazer uma “limpeza” do vosso ‘feed’ pode ajudar a evitar o consumo de desinformação
    Selecionar os vossos seguidores e contas a seguir é uma boa prática, de forma a garantir que não há páginas aparentemente falsas ou que publicam intencionalmente conteúdo que não é verdade a aparecer no feed.
  7. Consultem fontes oficiais, como SNS, INE, Proteção Civil, universidades, e também meios de comunicação.
    Caso tenham dúvidas sobre alguma informação que viram nas redes sociais ou que alguém contou, verifiquem se consta como facto divulgado em fontes oficiais e/ou em notícias.
  8. Reparem no propósito do conteúdo.
    Aquilo que estão a ver servirá para informar, vender ou apenas para inflamar opiniões?
  9. Observem o nome da página e do website.
    Muitas vezes, o design da publicação é muito semelhante ao de um meio de comunicação social conhecido. Também um endereço de site diferente do habitual pode levantar suspeitas.
  10. Verifiquem erros ortográficos ou de layout.
    Podem ser apenas gralhas comuns (acontece a todos!), mas, em demasia, podem significar que o website não é confiável ou foi gerado por Inteligência Artificial, podendo conter informações que não são verdadeiras (intencionalmente ou não).
  11. Tenham atenção com excertos de vídeos.
    Por vezes, os vídeos que vemos nas redes sociais são montagens de vários momentos, o que faz com que a perceção dos acontecimentos seja outra.
  12. Cuidado com imagens fora do contexto.
    Verifiquem sempre se a imagem corresponde aos factos apresentados, é real, serve apenas para dar algum contexto ou foi colocada no artigo com algum propósito extra. Uma pesquisa reversa nos motores de busca pode ajudar a perceber.
  13. Questionem qualquer link partilhado, mesmo que tenham recebido da parte de alguém conhecido.
    Perguntem qual a fonte da notícia e prestem atenção ao endereço do site. Esta dica pode também servir para evitar burlas.
  14. Consultem sites de verificação de factos.
    Existem vários sites e programas que realizam o chamado “fact-checking” em Portugal. São uma ótima opção para confirmar uma afirmação que viram online.
  15. Notícias em formato de áudio podem ser difíceis de verificar.
    A sugestão passa por não partilhar antes de pesquisar a informação em fontes fidedignas.
  16. Capturas de ecrã podem não ser assim tão confiáveis quanto parecem.
    Uma captura de ecrã é muitas vezes usada para confirmar uma determinada informação, mas também é facilmente manipulável. Pode ser falsificada ou tirada fora do contexto.
  17. Comparem o título com o corpo do texto.
    Muitas vezes, algumas alegadas notícias de sites têm títulos que em nada correspondem ao que está escrito no corpo do texto.
  18. Desconfiem de títulos sensacionalistas ou que criam urgências falsas.
    Este tipo de títulos chamados “clickbait” servem apenas para isso mesmo, atrair para o clique, com os mais variados objetivos (que não passam por informar). Quando os textos têm expressões do género “partilha já”, são de desconfiar, já que a urgência é uma técnica clássica de desinformação.
  19. Procurem por dados concretos.
    Se o texto apresenta números muito vagos e informações muito gerais, desconfiem e procurem por mais informação sobre o assunto.
  20. Certifiquem-se que o artigo é assinado por um autor.
    Textos sem qualquer tipo de autor e sites que não mostram quem faz parte da equipa podem ser motivo de desconfiança.
  21. Bloqueiem notificações de sites cuja origem não saibam qual é.
    Vocês é que mandam no que veem, não é o algoritmo que vai decidir por vocês. Atenção que o algoritmo vai sempre seguir padrões de comportamentos e o que já pensas sobre determinado assunto e segues, o que não é necessariamente a realidade.
  22. Averiguem se o texto é opinião disfarçada.
    Palavras como “acho”, “parece”, “deveria” ou uso de adjetivos e certas expressões são pistas que indicam que é um texto de opinião e não noticioso.
  23. Nem sempre é fácil reconhecer “deepfakes”, mas é cada vez mais necessário.
    Um “deepfake” coloca, em vídeo, pessoas a exprimirem palavras que nunca disseram, e/ou substituem rostos, criando, assim, situações falsas, com a ajuda da Inteligência Artificial.
    Prestem atenção a:
    – olhos que piscam pouco;
    – movimentos que parecem mecânicos;
    – voz metálica;
    – falhas em pormenores;
    – sombras incoerentes.
  24. “Quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto.”
    Também fora do mundo digital acontece desinformação, por isso, confirmem sempre em fontes fidedignas aquilo que ouvem e veem ou que vos contam.

Este Natal, ofereçam algo valioso e que é para sempre: informação verificada.

Foto: Ana Regina Ramos

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