Este mês iniciam-se as obras da Linha Rosa e Amarela do Metro do Porto

Foto: Ana Regina Ramos

A Metro do Porto recebeu o visto do Tribunal de Contas aos contratos das empreitadas das Novas Linhas, a Linha Rosa e o prolongamento da Linha Amarela. Com a homologação destes contratos, proceder-se-á à consignação ao consórcio Ferrovial/ACA. As obras vão arrancar a muito curto prazo, com os primeiros trabalhos no terreno, quer no Porto quer em Gaia, a realizarem-se ainda este mês.

As adjudicações são no valor conjunto de 288 milhões de euros (189 no caso da Linha Rosa e 98,9 para a Linha Amarela). O investimento global nos dois projetos ronda os 407 milhões de euros – incluindo expropriações, projetos, fiscalização, equipamento e sistemas de apoio à exploração -, sendo o financiamento assegurado pelo Fundo Ambiental e por fundos Europeus no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), em ambos os casos geridos a partir do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

De acordo com a Metro do Porto, “ambas as linhas vão ser construídas entre 2021 e 2023, envolvendo igualmente a aquisição de 18 novos veículos de Metro, já adjudicados ao fabricante CRRC”.

Em causa está o alargamento da rede do Metro do Porto em mais seis quilómetros, metade dos quais em túnel, e sete novas estações.

“As novas linhas darão origem, de acordo com os estudos de procura, à conquista de 10 milhões de clientes anuais”, indica a empresa.

Com este crescimento, “o Metro vai reforçar a ligação aos hospitais, unindo os principais polos do Serviço Nacional de Saúde no centro da Área Metropolitana”, passando a chegar ao Hospital de Santo António e ao Centro Materno-Infantil, no Porto, e ao Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia.

A Metro espera ainda aumentar “a cobertura junto de instituições de ensino básico, secundário e superior”, explicando que, entre os destinos das novas linhas, “estão a Escola Soares dos Reis, em Gaia, e a Escola Gomes Teixeira, no Porto”.

A isto, soma-se “parte do Polo Universitário do Campo Alegre, com as Faculdades de Letras, de Arquitetura e de Ciências a menos de 10 minutos a pé da futura Estação da Galiza, na Linha Rosa”.

A nova Linha Rosa (Circular) integrará quatro estações e cerca de três quilómetros de via. Esta ligação, entre a zona de S. Bento/Praça da Liberdade e a Casa da Música, passa pelo Hospital de Santo António, Pavilhão Rosa Mota, Centro Materno-Infantil, Praça de Galiza e polo universitário do Campo Alegre.

O prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídeo e a zona residencial de Vila d’ Este vai permitir construir um troço com três estações e cerca de três quilómetros, passando pelo Centro de Produção da RTP e pelo Hospital Santos Silva.

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