Quem conhece o universo “Mad Max”, de George Miller, sabe que está recheado de motas, veículos super equipados, explosões, perseguições de cortar a respiração e uma região desértica denominada Wasteland, que está mergulhada num ambiente pós-apocalíptico. “Furiosa” é a história da personagem com o mesmo nome, que conhecemos em “Mad Max Fury Road” (2015), uma guerreira que procura vingança. Este filme passa-se antes de ela conhecer Mad Max, portanto é uma prequela.
O filme, realizado por George Miller, tem como protagonistas Anya Taylor-Joy (como Furiosa), Chris Hemsworth (como Dementus), entre outros.
É um filme para ver em tela grande e na maior qualidade possível, tanto visual como sonora. As perseguições, tal como Miller nos habituou, são em larga escala e magníficas (incluindo uma cena de 15 minutos que demorou 78 dias a filmar), as paisagens são um deleite visual e a cinematografia é um primor. Antes de ver o filme sabia com o que iria contar, portanto não me surpreendeu. A banda sonora a cargo de Tom Holkenborg, carregada de dramatismo e epicidade, leva-nos a sentir a Wasteland de uma outra forma.
Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth são a alma do filme, para mim. A química dos actores é única e vê-los em papéis muito diferentes dá gosto. Enquanto Furiosa se move pela vingança e Anya consegue dar alma à personagem, Dementus traz tirania e Hemsworth é perfeito como este vilão, com alguns toques de sarcasmo.
A meu ver, este “Furiosa: A Mad Max Saga” iguala em grande escala o seu antecessor, “Fury Road”, e George Miller mais uma vez não desilude em dar ao público fã de “Mad Max” o que ele realmente gosta. Duas horas e meia de pura adrenalina.
Estrelas: 10 em 10
Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.