A era dos brinquedos está para acabar, quando uma embalagem entra em casa da rapariga Bonnie e revela ser um tablet de nome Lilypad, que rapidamente conquista a miúda, fazendo com que ela passe muito mais tempo agarrada a este aparelho do que aos seus velhos amigos brinquedos que só querem brincar com ela, o que faz com que eles se revoltem contra a tecnologia. É esta a premissa de “Toy Story 5”, o novo filme da franquia, da Walt Disney Studios, e produzido pela Pixar, estreado no presente ano de 2026 e que se segue a “Toy Story 4” (2019). Realizado por Andrew Stanton, que co-escreve o argumento com Kenna Harris, o filme conta com as vozes características que já nos habituamos a ouvir, nomeadamente Tom Hanks (Woody), Tim Allen (Buzz) ou Joan Cusack (Jessie), entre outras, e adiciona novas vozes como Conan O’Brien, Shelby Rabara e Greta Lee, entre outras.
Esta quinta aventura da era dos brinquedos é brilhante e carrega doses nostálgicas (fazendo-me muito lembrar os tempos de “Toy Story 2”) ao mesmo tempo que inova na narrativa e em algumas sequências novas de animação. A sua mensagem é muito importante não só para os filhos como também para os pais, funcionando como um alerta.
Facilmente este filme se encaixa como um dos meus favoritos da saga (até agora, pelo menos), não só pelo que transmite a nível de relações humanas mas também pela ternura das cenas emotivas. É um filme para toda a família e uma interessante reflexão sobre o papel da tecnologia e do apego aos velhos hábitos em comparação com os novos hábitos que nos contaminam.
Acompanhando eu “Toy Story” desde a infância, fico sempre emocionado com as histórias destes filmes, o que faz com que sejam intemporais. E esta quinta história é genial, não só a nível técnico como a nível narrativo.
Apesar dos avanços tecnológicos, é ternurento pegarmos num brinquedo e dizermos que temos nele um amigo.
Estrelas: 5/5
Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.
Imagem: DR/Jornal Referência