A banda do Porto Devil of a Woman venceu, no final do mês de agosto, o Concurso de Bandas de Garagem António Barge 2026 e atuou no palco principal do Festival CA Vilar de Mouros. Em entrevista, promete agora muitas novidades e partilha que está a entrar numa nova fase.
“Foi indescritível”, começaram por comentar os músicos, em declarações ao Jornal Referência. “Foram, sem dúvida, as 24 horas mais insanas e intensas das nossas vidas. A reação do público foi simplesmente incrível e perceber todo o carinho e apoio que recebemos foi algo que nos marcou profundamente”, sublinham.

Depois de serem finalistas e terem atuado no Palco Histórico do festival, os Devil of a Woman conquistaram o primeiro lugar do concurso e atuaram, no último dia, no palco principal, algo que consideravam um “sonho”.
“Subir ao palco teve uma carga emocional muito difícil de explicar. Ainda estávamos a tentar assimilar tudo o que tinha acontecido, mas, assim que entrámos em palco, sentimos uma energia brutal do outro lado. O público alinhou connosco em tudo, cantou, saltou, levantou pó e mostrou a verdadeira essência dos festivaleiros de Vilar de Mouros — ou, como gostamos carinhosamente de lhe chamar, Vilar de Estouros”, brincaram.
Os músicos descrevem o concerto como “surreal”. “Foi um daqueles momentos que parecem demasiado grandes para serem reais. Desde a energia do público até à dimensão emocional de tudo o que estávamos a viver, foi uma experiência que dificilmente conseguiremos traduzir numa só palavra”, continuaram.

Para o palco, levaram a sua essência, que passa pela “crueza emocional”, “intensidade” e “muito rock ’n’ roll”, além da “ligação real” que sempre querem criar com o público. A banda acredita que o concerto do último dia do festival “foi uma verdadeira celebração de rock, com muito amor, entrega e uma energia absolutamente contagiante”.
“Sentimo-nos genuinamente acarinhados e apoiados. Foi daqueles momentos que ficam para sempre na memória e que nos dão ainda mais força e vontade de continuar a fazer música e a levar o nosso espetáculo cada vez mais longe”, afirmam também.
Depois deste momento marcante na carreira dos Devil of a Woman, os artistas referem que têm “vários objetivos e muitos sonhos” que querem concretizar enquanto banda. “Neste momento, um dos nossos grandes sonhos é voltar a elevar o rock ao nível de importância e relevância que já teve noutros tempos, contribuindo para que a nossa geração e as gerações futuras continuem a manter o rock vivo”, asseguram.

“Para nós, o rock é muito mais do que um estilo musical. É um sentimento, uma atitude, uma forma de estar e de nos expressarmos. Queremos fazer parte dessa continuidade, levar o género a novos públicos e mostrar que ainda há muito espaço para o rock continuar a crescer, a evoluir e a marcar gerações”, acrescentam os artistas, que participaram num dos episódios de 2024 da rubrica “Dá-me Letra”.
Além disso, pretendem levar a sua música “cada vez mais longe, tocar em palcos cada vez maiores e continuar a viver momentos” como aqueles que tiveram em Vilar de Mouros: “no fundo, queremos continuar a crescer sem nunca perder aquilo que nos torna nós próprios”.
“Vilar de Mouros foi só o início. Até ao final do ano ainda temos muitas surpresas para revelar e vem aí muita música nova. Estamos a entrar numa fase muito importante para a banda e estamos extremamente entusiasmados com tudo aquilo que estamos a preparar”, revelam os músicos, que vão atuar no Tomate Blues Festival, em Sevilha, em outubro.
Por agora, os Devil of a Woman ainda não podem revelar muitos detalhes, nem a data de lançamento do novo single, mas garantiram que “está tudo para muito breve”, que querem “continuar a surpreender” e que estão “ansiosos por partilhar esta nova fase”.
Foto: Manuel Soares



