EM TELA: “A classic horror story” – Paradoxo cinematográfico

Foto: Netflix/Canva

Já há algum tempo que não via um filme de terror e decidi procurar nas trends da Netflix o que poderia ser mais interessante. Por isso, fiz a minha escolha e venho dar-vos o meu feedback sobre o filme de terror “A classic horror story”. Este é um conteúdo recente que podem encontrar na Netflix.

De um ponto de vista geral, é interessante que este filme seja exatamente o que o seu título refere: uma história clássica de terror. Aquela história que todos gostamos (mas que sabemos que é super mainstream), em que um conjunto de colegas decide partir em viagem e sem perceber como nem porquê, vão ter a uma floresta onde, por acaso, encontram uma casa que lhes parece assombrada e um conjunto de objetos que os fazem acreditar que ali se realizam algum tipo de rituais. Após tentarem sair da floresta e de perto daquela casa sem qualquer sucesso, estes começam a perceber que ali existe realmente um grupo satânico que os vai fazendo desaparecer um a um.

No entanto, de um ponto de vista mais particular, apesar de o filme ser realmente uma clássica história de terror, existe algo que o torna único e singular. Mesmo que vos possa estar a dar algum tipo de spoiler, não vos poderia escrever sobre este conteúdo sem mencionar o que mais importante e valioso ele tem. Este filme de terror acaba por representar um filme de terror, dentro daquele que é o filme de terror que estamos a ver. Esta ideia pode parecer confusa, por isso, só vendo o filme para perceberem de uma forma mais clara, o que estou a referir.

No entanto, esta característica singular acaba por ter uma grande influência no espectador e na forma como ele interpreta o conteúdo, visto que percebemos que estamos a ver um filme, dentro de um filme, o que pode ser confuso e paradoxal. É como a ideia de um ator representar e interpretar que é um ator (mesmo o sendo na realidade).

Apesar de o fim não ser o mais expectável, a ideia que este transmite e a ilusão que o espectador vive ao longo dos minutos é, sem dúvida, o que torna o filme interessante.

Vejam o trailer aqui:

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