Quem não coube na maior convocatória de sempre?

Foto: Wesley Tingey/Unsplash

Está fechada a convocatória da Selecção AA de Portugal para o Campeonato do Mundo 2022.

Na baliza, José Sá ultrapassou Anthony Lopes e Rui Silva na última vaga do trio de guarda-redes e, apesar de o guardião do Bétis parecer em melhor momento, qualquer escolha seria aceitável.

No eixo defensivo, Pepe tem de ser gerido com pinças, mas Rúben Dias tem capacidade para se assumir como patrão sempre que necessário. Danilo Pereira tem-se revelado uma excelente adaptação, podendo funcionar quase como um líbero perante adversários mais “fechados”. A chamada de António Silva não surpreende, pela serenidade e potencial que possui, mas considero que Fábio Cardoso, em época de afirmação no alto nível, ou os esquerdinos Diogo Leite – também em destaque no vice-líder da Bundesliga -, ou Gonçalo Inácio seriam soluções mais ajustadas para este torneio.

Nas laterais, perante a indisponibilidade de Ricardo Pereira, os quatro eleitos são relativamente unânimes. Havia ainda a possibilidade de acrescentar o consistente Mário Rui, caso Fernando Santos contasse com Raphael Guerreiro como médio-interior ou ala.

A meio-campo estão todos os que chamaria, mas, com um ataque refém dos lesionados Diogo Jota e Pedro Neto e sem poder contar com Rafa Silva, preferiria abdicar de um elemento como William Carvalho em prol de um… médio finalizador como Pedro “Pote” Gonçalves.

Na frente de ataque, pese a consistência com que Gonçalo Ramos tem contrariado os cépticos, a minha preferência como alternativa a Cristiano Ronaldo e André Silva recairia em Beto, Paulinho ou Vitinha.

A partir de agora, contudo, estes serão os nossos 26, uma das melhores gerações de sempre do futebol nacional e certamente um plantel cuja qualidade individual não fica atrás das melhores selecções do Mundo…

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Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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