“Eric” é uma minissérie que se pode visualizar na Netflix. Devo confessar que esta foi uma das histórias que mais gostei e que mais me cativou nos últimos meses. Aparentemente, a sua narrativa é banal, mas não se deixem enganar, pois a partir de histórias que parecem “normais”, podem ser criadas narrativas novas, criativas e únicas.
“Eric” conta a história de uma criança que desapareceu enquanto caminhava até à escola e, ao longo de seis episódios, a série representa diversos fatores cruciais para refletirmos sobre o conteúdo que estamos a ver.
Os pais do menino, Eric, eram pessoas que tinham sido criadas no seio de uma família sem qualquer afeto, fator que influenciou totalmente a educação do filho. Nesse sentido, foi após uma feia discussão com o pai, chamado Vincent, que a criança desapareceu. Ao longo da história podemos ver, também, o lado negro dos subúrbios de Nova Iorque: a pobreza, as drogas e a falta de condições que a cidade oferece à quantidade de população que lá habita. O contexto torna ainda mais complexo o desaparecimento do pequeno Eric.
O pai do menino, que trabalhava num programa televisivo como marionetista, utilizou o desenho, a arte, a magia e claro as marionetas para salvar o seu filho, que era igualmente apaixonado pelo mundo de animação.
É complexo explicar o poder que esta série tem e o quanto nos faz refletir sobre a forma como tratamos os outros, porque não sabemos qual será a última vez que os veremos. Posso adiantar que a história acaba de uma forma positiva, mas nem todas as histórias têm o mesmo fim, nem todas as histórias são positivas como a do Eric, por isso, vamos tentar pensar antes de agir e dar valor às pessoas que temos perto nós.
Estrelas: 08 em 10