“Anora” é um dos filmes nomeados para os Óscares na categoria “melhor filme” e o que é certo é que este conteúdo cinematográfico produzido por Sean Baker conta já com mais de 10 prémios, entre eles os prémios de melhor filme “Palma de Ouro”, “Critics Choice Awards” e como melhor elenco o prémio “BAFTA”. A atriz principal também tem sido diversas vezes distinguida devido à sua prestação ao longo da narrativa.
Nesse sentido, vários críticos apontam “Anora” como um dos potenciais vencedores de um Óscar na categoria “melhor filme”, durante a cerimónia de prémios que se realizará na madrugada de dia 2 para 3 de março.
De uma forma resumida, este filme conta a história de uma dançarina que conhece alguém que pode melhorar, significativamente, o seu futuro. Após alguns encontros e muita diversão, entre álcool e drogas, a atriz principal aceita, por um enorme valor monetário, ser namorada por uma semana daquele que é filho de um oligarca russo. Após esses dias, num ato impulsivo, os jovens decidem casar e viver a dois um romance perfeito.
Contudo, Vanya, que tinha ido para os Estados Unidos da América para, supostamente, estudar, mostra-se completamente sem rumo. Os pais, a determinada altura, descobrem o seu casamento, realizado em Las Vegas e sem pensar duas vezes viajam da Rússia para os Estados Unidos da América para tentar reverter a situação. Ao que parece, Vanya era só um jovem mimado e com pouca vontade de respeitar as ordens dos pais. Ao descobrir tal panorama, Anora, a personagem principal do filme, sente-se completamente traída, contudo, ao ser ameaçada pela família russa, sente-se obrigada a aceitar a anulação do casamento.
Numa pesquisa mais detalhada, apresentam-se alguns pontos que fazem com que esta narrativa se distinga: “A atuação da personagem principal”, “a direção de Sean Baker”, “temas sociais relevantes” e um “roteiro impactante”. Apesar de concordar que a atriz principal fez um belíssimo papel, tenho de admitir que este filme não me impactou de nenhuma forma e me é complicado compreender e reconhecer o seu valor cinematográfico.
Não posso negar que algumas partes são interessantes, principalmente, o seu fim em aberto, que nos deixa livres para uma interpretação diversa e ampla, contudo, este é dos filmes menos interessantes que vi nos últimos anos. Devo admitir que as expectativas eram naturalmente altas e como já perceberam, não foram minimamente atingidas.
“Anora” é mesmo um daqueles filmes, para mim, em que questiono: “porquê?”. Custa-me bastante perceber todo o “hype” à volta de um filme que pessoalmente não me acrescentou nada.
Estrelas: 04/10
Imagem: DR/ Jornal Referência