Quando aceitei o convite de integrar a equipa do Jornal Referência e escrever críticas de cinema para o “Em Tela”, corria o ano de 2022, fi-lo com a consciência de que, para analisar um conteúdo, seja filme ou série, tinha de ser preciso na minha análise, de modo a cobrir todos os parâmetros artísticos e técnicos de cada conteúdo.
À medida que os anos foram passando, entre diretos do Instagram, entre críticas na página do jornal, entre “Contra Telas” que deram origem a uma original sub-rubrica chamada “Desconexão”, fui moldando as minhas opiniões e formas de escrita para procurar uma autenticidade.
Vi vários filmes diferentes, descobri pessoas com gosto pelo cinema, fiz amizades enquanto debatia a sétima arte e o que mais gostava. Consegui inovar-me enquanto pessoa e enquanto crítico, esperando que essa procura pela diferença se mantenha nos anos vindouros.
Sebastião
Sempre gostei de cinema e o “Em Tela” fez-me descobrir que o amo. Esta crónica nasceu desse gosto e necessidade de descrever e avaliar, de alguma forma, os conteúdos que ia vendo. Após uma conversa com a Ana, que me deu asas e a oportunidade de criar algo novo, nasceu este cantinho. Ainda sem nome e em fase de planeamento, tinha já um objetivo e foco principal: valorizar a Cultura e dar voz a quem a ama para que a possam apreciar também.
O “Em Tela” nasceu e foram semanalmente apresentadas por mim crónicas sobre filmes, séries ou documentários dos mais variados géneros e com diversas avaliações. Mais tarde, com a equipa a aumentar, do “Em Tela” nasceu um ‘podcast’, o “Contra Tela” e trouxemos a palco debates interessantíssimos sobre o Cinema, o poder que este tem e as mensagens que transmite.
E assim vos conto apenas um pouco desta história bonita que temos construído e que hoje completa 5 anos. Costumo dizer que o Cinema me salva de mim mesma e por isso o “Em Tela” ocupa um lugar tão, mas tão especial no meu coração. É aqui neste cantinho que vos conto tudo o que vejo, que mensagens interpretei, o quanto me emocionei e aprendi, mas o “Em Tela” é muito mais do que aquilo que vocês leem semanalmente.
Hoje o “Em Tela” são três pessoas que se tornaram, verdadeiramente, amigas. Que convivem, que vão ao aniversário umas das outras, que têm dois grupos, um para planear trabalho e outro para partilhar notícias sobre cinema, apenas por gosto. O “Em Tela” tornou-se muito mais que uma simples crónica de cinema e é disso que me orgulho. Aqui criamos laços, discutimos ideias, aprendemos uns com os outros, partilhamos que conteúdos estamos a ver de momento, pedimos opinião “mas sem spoilers” e defendemos o cinema como se ele fosse apenas nosso e existisse apenas em nós.
Há pouco lançámos “Desconexão”, porque acreditamos que é isso que o cinema nos faz: desconecta-nos da nossa vida e quando nos voltamos a conectar, já não somos os mesmos. Todos os conteúdos cinematográficos que vi até hoje construíram camadas sobre mim que me acrescentaram algo de muito especial e bonito, e melhor do que partilhar essas camadas com quem nos lê, é ter o privilégio de o fazer com amigos.
Obrigada a quem nos lê desde o início. Obrigada Ana pela oportunidade. Obrigada Seb por estares connosco. Obrigada, “Em Tela”. Eu achava mesmo que gostava de Cinema, mas agora, sei que o amo.
Com carinho,
Joana Aleixo
Imagem: DR/Jornal Referência