Esta quinta-feira, 5 de novembro, assinala-se o Dia Mundial do Cinema.
Em dezembro de 1895, foi organizada, em França, a primeira sessão pública de cinema, pelos irmãos Auguste e Louis Lumière. As imagens em movimento foram projetadas numa tela gigante através de um aparelho chamado cinematógrafo (uma combinação de câmara e projetor que exibe imagens em movimento numa tela).
Este filme, “La Sortie de l’usine Lumière à Lyon”, retratava uma saída dos trabalhadores da Fábrica Lumière, em Lyon, e, meses depois, os irmãos Lumière promoveram um filme que retratava cenas do quotidiano de Paris.
Este tipo de cinema é aquele que é conhecido hoje em dia, mas a primeira câmara cinematográfica foi desenvolvida por Thomas Edison e o seu assistente William Dickson, em 1890. No ano seguinte, Thomas Edison inventou o cinetoscópio, que possuía um visor através do qual se podia assistir à exibição de uma pequena tira de filme.
Os irmãos Lumière tinham conseguido criar, a partir do aperfeiçoamento deste aparelho, o cinematógrafo (de onde vem o termo “cinema”). Este dispositivo projetava sobre uma tela uma sequência de fotografias a um ritmo rápido, dando a ilusão de imagens em movimento.
Ainda antes de tudo isso, aquele que é considerado o precursor do cinema moderno, segundo refere o canal História, o fenacistiscópio, foi desenvolvido por Joseph Plateau e Simon Stampfer. Este aparelho continha um disco giratório com ranhuras através das quais vários desenhos podiam ser visualizados, criando o efeito de uma única imagem em movimento.
Em 1896, no ano em que o cinema chegou a Portugal, os irmãos Lumière abriram salas de exibição, os chamados cinemas.
A 12 de novembro de 1896, um português chamado Aurélio da Paz dos Reis, conhecido e estimado comerciante portuense na área da floricultura e grande amador fotográfico, apresentou, no Teatro Príncipe Real (atual Teatro Sá da Bandeira), do Porto, os primeiros filmes portugueses. Contudo, pouco se sabe sobre o aparelho que utilizou para filmar e projetar as suas fitas.
O cinema é, muitas vezes, chamado de “Sétima Arte”, ou seja, o sumário de todas as artes. Este termo foi estabelecido pelo crítico e teórico de cinema italiano Ricciotto Canudo no “Manifesto das Sete Artes”, publicado em 1923, no qual são enumeradas manifestações artísticas (Arquitetura, Escultura, Pintura, Música, Poesia / Literatura e Dança).
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