A seleção portuguesa de andebol alcançou, esta semana, o feito inédito de se qualificar para os Jogos Olímpicos, ao ganhar por 29-28 à anfitriã França, em Montpellier, com um golo no último segundo do jogo por Rui Silva.
Numa partida em que estava obrigado a vencer os vice-campeões olímpicos para garantir o apuramento, Portugal entrou mal, esteve a perder por seis golos, aos 7-2 e 9-3, mas recuperou e validou a sofrida qualificação para Tóquio2020 no último segundo.
A perder por 9-3, com tudo a correr mal para Portugal e tudo a correr bem para a França, a seleção portuguesa começou a rever a derrota por 32-23 sofrida no Mundial2020 e a ver esfumar-se o sonho de marcar presença pela primeira vez nos Jogos Olímpicos.
Com o decorrer do jogo, Portugal começou a acertar na coesão defensiva, em que uma vez mais estiveram bem os guarda-redes Gustavo Capdeville e Manuel Gaspar, e, aos poucos, diminuiu a desvantagem, que ao intervalo era apenas de um golo (12-13).
Após António Areia ter empatado pela primeira vez aos 13-13 no reatamento da partida, o encontro conheceu empates sucessivos, muito por culpa da boa atuação lusa no aspeto defensivo e no recurso ao uso eficaz ofensivo do sete contra seis.
Portugal passou para a frente do encontro pela primeira vez aos 18-17, com dois golos seguidos de André Gomes, que marcou cinco, mas a vantagem foi revertida de imediato pelos franceses, que empataram a 18-18 e passaram para a frente aos 19-18.
Seguiram-se igualdades sucessivas até aos 23-23, altura em que a França abriu vantagem para dois golos (25-23), o que, dada a proximidade do final do encontro, deixava a seleção portuguesa a ter que arriscar ainda mais para não deixar fugir o seu adversário.
A França aumentou a diferença para três golos aos 28-25, após um remate à trave de André Gomes, mas a seleção portuguesa acreditou sempre até ao fim e conseguiu ir buscar o apuramento com um parcial de quatro golos seguidos, dois dos quais nos últimos segundos.
‘Por Portugal e por ti’, numa referência ao jogador Alfredo Quintana, que morreu a 26 de fevereiro na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, foi o lema que orientou os ‘heróis do mar’ na superação de todas as adversidades.