“Superman”, o clássico super-herói e super-humano da DC, está de volta às telas, neste ano de 2025, graças a James Gunn, que escreveu e realizou. O filme é o primeiro filme no universo DC a ser produzido pela DC Studios, com um elenco que inclui nomes como David Corenswet, Rachel Brosnahan, Nicholas Hoult, Anthony Carrigan, Nathan Fillion, Edi Gathegi, entre outros.
Numa era com tantos reboots, será que as pessoas voltam a ter fé numa re-interpretação da mesma história? Uma coisa é certa. James Gunn sabe o que está a fazer. Um realizador com uma vasta experiência a realizar filmes de super-heróis, veja-se “The Suicide Squad”, da DC (2021) ou ainda a trilogia “Guardians of the Galaxy”, da Marvel (2014, 2017 e 2023), já conhece os meandros de uma produção deste tipo de filmes.
Mas será que este Superman subiu aos céus e atingiu o Monte Olimpo, ou voou demasiado alto, para depois dar um grande trambolhão em solo duro?
James Gunn criou, a meu ver, um projecto ambicioso, não só no sentido de construir um mundo para o Superman como também para outros heróis em filmes futuros da DC. Para mim, o filme tem muita informação, diria que alguma desnecessária para a compreensão da narrativa. Senti que em momentos do filme me estavam a dar muito conteúdo que não era necessário para aquele filme fazer sentido.
No entanto, este Superman é mais vulnerável e humano, focando-se James Gunn em construir uma história emotiva do herói que carrega o peso do mundo e que tem uma mensagem a transmitir. Superman não se interessa tanto em ter força bruta e ser invencível, de ferro, interessa-se sim em ajudar a população e em fazer o que ele acha acertado, mesmo que isso lhe pese na consciência. Gunn revestiu a personagem de carisma e David Corenswet moldou-a de emoção, fazendo com que a sua performance fosse surpreendente, construindo uma dualidade magnífica Clark Kent/Superman. Rachel Brosnahan interpreta uma Louis Lane segura de si e empática e Nicholas Hoult está magnífico como Lex Luthor.
O filme tem uma alma tuga uma vez que a nossa Sara Sampaio interpreta a namorada de Luthor. E fá-lo bem. Grande Sara! O filme tem uma boa banda sonora, efeitos visuais de encher a vista, dignos de serem apreciados numa sala de cinema, se possível numa tela em grande formato e tem bastante comicidade, o que enche o filme de leveza. Tem ainda o Krypto, o elemento de quatro patas mais fofo que vão ver, que foi desenvolvido em CGI, inspirado pelo cão de James Gunn, Ozu.
“Superman” tem todas as condições para voar bem alto e James Gunn tem mais um marco na carreira.
Estrelas: 07/10
Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.
Imagem: DR/Jornal Referência