A família mais querida dos comics chegou, mais uma vez, ao grande ecrã, neste ano de 2025, pela mão da Marvel. O líder elástico Reed Richards, Sr. Fantástico (interpretado por Pedro Pascal), a mulher invisível, Sue Storm (interpretada por Vanessa Kirby), o tocha humana, Johnny Storm (interpretado por Joseph Quinn) e a Coisa, Ben Grimm (interpretado por Ebon Moss-Bachrach), formam a equipa familiar mais unida e disposta a salvar o mundo de toda a elite de vilões. Nesta aventura terão de enfrentar o Devorador de Planetas Galactus (interpretado por Ralph Ineson) e a sua mensageira, a Surfista Prateada (interpretada por Julia Garner).
Será que eles conseguiram levar a cabo esta missão? E será que a Marvel conseguiu aqui ter mais um sucesso de bilheteiras e assim deixar os fãs orgulhosos?
Este novo “Fantastic Four” está emocional, ligado mais ao sentimento de família e união entre os seus membros, especialmente quando nasce um bebé, filho da Sue e de Reed, que irá ter impacto no desenrolar da narrativa. Todavia, o ritmo do filme, na minha opinião, muito acelerado, limita que haja mais tempo para explorar outras cenas como algum passado das personagens e há cenas em que não senti muita empatia e que me fizeram rir.
Vamos aos pontos fortes. A fotografia está óptima, assim como a paleta de cores usada e o ambiente retro-futurista do filme, estilo anos 60, funcionou impecavelmente bem. Pedro Pascal entrega um bom Reed Richards, Ebon Moss-Bachrach não desilude como Coisa, Joseph Quinn entrega comicidade ao Johnny Storm e Vanessa Kirby é a alma do filme, entregando uma sólida e emocionante performance, que me fez dizer automaticamente que foi a minha personagem favorita. A banda sonora, levada a cabo pelo compositor Michael Giacchino acerta na tonalidade, criando temas sonantes e que ficam no ouvido, incluindo o tema principal que não me cansei de ouvir. A nossa Surfista Prateada, Julia Garner, entregou uma boa performance e Ralph Ineson esteve brutal como Galactus, e a voz grave e potente do actor ajudou a construir a personagem, que pretende ser colossal e assustadora. Estamos a falar do Devorador de Planetas!
Fiquei desiludido com o facto de terem cortado a personagem do John Malkovitch, porque era uma personagem que se via nos primeiros trailers do filme e gerou muita expectativa, muito por causa do actor que a faria. Não se desperdiça assim um grande actor como o Malkovitch! O filme está longe de ser perfeito, mas é um bom início para a fase 6 da Marvel e para o que se seguirá no futuro. Mas foi uma boa ida ao cinema e isso é que importa, no fundo!
Estrelas: 07/10
Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.
Imagem: DR/Jornal Referência