Encontra-se neste momento a decorrer, no Cinema da Batalha no Porto, o Festival Internacional de Cinema Fantasporto. Como já é habitual, o evento tem em cartaz diversificados filmes que se candidatam a variados prémios, tendo em conta que este é um tipo de cinema diferente daquele a que estamos habituados e que é, naturalmente, menos “comercial”. O Fantasporto decorre mais um ano procurando a valorização da cultura e trazendo a palco diversas questões sociais.
Este ano assisti ao filme grego “Endless Land”, escrito e realizado por Vassilis Mazomenos que é justamente um produtor grego conhecido pela singularidade das obras cinematográficas, e que curiosamente estava presente na sessão.
O autor falou sobre a sua obra e, tal como descrito na sinopse, este descreve “Endless Land” como “uma elegia poética e visualmente belíssima sobre a memória, o exílio e os ciclos geracionais, que se passa numa aldeia remota de Epirus no norte da Grécia, conta uma história de perda e continuidade que se enraíza nos ritmos eternos da vida rural e da migração”.
Este é, assim, um filme que nos fala sobre o ciclo que é a vida, das suas gentes e da dificuldade com que vivem as pessoas de aldeias remotas. É uma obra quase sem falas, mas com muitos cânticos com mensagens subliminares sobre o que vivem e que nos faz refletir sobre culturas enraizadas numa vida rural que muitas vezes é esquecida.
Estrelas: 3,5/5
Imagem: DR/ Jornal Referência