Esta sexta-feira, 16 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Alimentação.
Este ano, o tema é “Inovar hoje para nutrir o amanhã”.
Esta data é celebrada desde 1981, segundo refere o site do Turismo de Portugal, para consciencializar a população mundial e promover ações contra a fome, a pobreza e a desnutrição em mais de 150 países. Neste dia, em 1945, foi fundada, no Quebec (Canadá), a FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, que tem como missão “aumentar os níveis de nutrição e a qualidade de vida, melhorar a produtividade na agricultura e as condições de vida das populações rurais”.
No mundo, as estimativas apontam que 645 milhões de pessoas sofreram com fome em 2025, como informa o relatório da ONU sobre “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo” (SOFI 2026), publicado em julho deste ano. A fome afetou, assim, 7,8% da população mundial, o que representa uma queda em relação a 8,1% em 2024 e 8,6% em 2022. Além disso, no ano passado, mais da metade da população africana (56,6%) vivia em situação de insegurança alimentar moderada ou severa, em comparação com 22,9% na América Latina e no Caribe, 8,7% na América do Norte e na Europa, e 20,3% na Ásia.
Os autores do relatório – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) – alertaram ainda que o conflito de 2026 no Oriente Médio, juntamente com os eventos climáticos extremos e reduções na assistência oficial ao desenvolvimento e no financiamento humanitário ameaçam minar o progresso alcançado para acabar com a fome mundial.
Foto: Nadianb/Canva