Há quem pense que num clube motard apenas se respira o gosto pelas motas, mas o Clube Motard “Os Cavaleiros de S. Jorge”, de Zebreiros, no concelho de Gondomar, é um dos que querem provar que aquilo que fazem vai muito além disso.
Além de fazerem parte da Aldeia Natal, que pelo segundo ano consecutivo iluminou esta época natalícia no fim de semana passado, vão também integrar o Desfile de Pais Natais Motard, organizado pela Casa do FC Porto de Rio Tinto, no próximo domingo. Neste dia, centenas de motards dos diferentes clubes do concelho vão realizar um passeio pelas freguesias, vestidos de Pai Natal, enquanto distribuem doces e apoiam uma instituição solidária, terminando no Multiusos de Gondomar.
“Nós fomos convidados no ano passado, foi o primeiro ano e eu acho que isto também é para haver aqui uma união entre os motards, para deixarmos de lado algumas rivalidades que existiam, para haver uma união em prol de algo para a comunidade”, comenta José Óscar Guedes, presidente do Clube Motard “Os Cavaleiros de S. Jorge”.

E é esse o espírito de envolvimento da comunidade e apoio solidário que este grupo de Zebreiros procura trazer para o seu dia a dia, já que, se fosse apenas para “andar de mota, ninguém precisava de ter um clube motard”. “O nosso intuito é sempre ter uma vertente social para tentarmos ajudar alguém, uma pessoa individual ou coletiva, associação, que possa precisar da nossa ajuda. Nós, como Clube Motard ‘Os Cavaleiros de S. Jorge’, é o que temos feito, temos ajudado”, afirma ainda.
Em 2019, a partir de um grupo de amigos que “já andavam de mota no monte”, começaram a ‘acelerar’ pela primeira vez enquanto clube motard. “Também comprei uma mota de estrada e, então, decidimos fazer uma associação para criar assim esse tipo de passeios e ajudar quem necessitasse. Foi aí o ponto de partida, mas, geralmente, na maior parte dos eventos que fazemos, isto é tudo malta que já se conhecia há muitos anos”, conta José Óscar Guedes, que é presidente do clube há cerca de dois anos e um apaixonado por motas “desde miúdo”.

Enquanto clube, já percorreram várias zonas pelo país, mas a ligação dos membros vai, por isso, para além deste grupo que se criou. A título particular e “gosto pessoal”, já fizeram também passeios além-fronteiras lusas.
Mas “o clube motard não é só andar de mota”, sublinha, explicando que tentam sempre integrar a população nos eventos que vão organizando ao longo do ano. “Já fizemos o Dia da Família, para abrir à população. Fizemos uma missa campal, fizemos, depois, um convívio para todos, não só para sócios, com insufláveis para os miúdos e jogos tradicionais para quem quisesse aparecer”, recorda.

A tradição também é algo que tentam preservar e incluir nas suas atividades. “Há uns anos, nas festas de Zebreiros, o andor do santo (que era militar) era levado pelos militares, mas, hoje em dia, porque o serviço militar obrigatório já não existe, militares já poucos há para levar o andor e quem o tem levado nos últimos anos é o clube motard”, indica José Óscar Guedes, referindo que também têm sido convidados para levar o andor de S. Jorge noutras festas.
Nesta altura especial do ano, tendo em mente a popular expressão “a união faz a força”, o clube associou-se a mais três associações locais na organização da Aldeia Natal, num esforço coletivo que José Óscar Guedes acredita que “superou as expectativas”. “Acho que as quatro associações juntas conseguem muito mais do que uma só associação. Se não houver união das associações, acho que não se faz nada”, conclui.
Fotos: Clube Motard “Os Cavaleiros de S. Jorge”







