No passado fim de semana, a zona de Zebreiros, no concelho de Gondomar, viveu a magia desta época do ano através da Aldeia Natal, numa segunda edição que superou expectativas.
Ao lado da capela, toda ela iluminada, abriam-se as portas de um espaço que acolhia o espírito natalício: luzes no teto, laços e bengalas doces por todo o lado e, claro, a casa do Pai Natal.
No seu interior, várias barraquinhas davam vida ao ambiente, com artesanato local, peças decorativas, acessórios, entre outros, tudo feito com originalidade, sem esquecer o tão procurado balcão dos ‘comes e bebes’.

De sexta, 5 de dezembro, a domingo, 7, centenas de pessoas de Zebreiros, do concelho de Gondomar, mas também da região visitaram a aldeia e puderam participar no programa natalício, também ele pensado ao pormenor pela organização, com atuações musicais para vários gostos.
“A partir do momento em que começámos a partilhar as fotos do primeiro dia, na sexta-feira, começámos a receber mensagens por todo o lado a perguntar onde é que era isto e nós começámos a dizer. Acreditamos que no sábado e domingo já tenham vindo pessoas que, através das redes sociais, tenham descoberto o evento”, conta Rui Viana, presidente da Comissão de Festas de S. Jorge 2025/26. “Eu acho que mesmo a própria população de Zebreiros não estava à espera do conforto que nós conseguimos criar”, acrescenta.
A ideia é que, “daqui a dois anos ou três”, a Aldeia Natal de Zebreiros possa “ser uma referência”, afirma. Este era o objetivo principal deste ano, ou seja, “mais do que o lucro”, ficar “na memória das pessoas”.

Para segundo ano, o evento “já atingiu um patamar” que “não estava à espera”: “o objetivo é elevar mais ainda, mas já estamos satisfeitos com o que aconteceu neste segundo ano. Não estávamos à espera desta adesão”. Apesar do tempo de inverno que se fez sentir no exterior, próprio da chegada do Natal, “o sábado surpreendeu pela positiva, muito mesmo, e o domingo foi excecional”.
Este ano, tiveram também uma novidade: a abertura gratuita de 17 expositores no espaço para que pequenos comerciantes pudessem divulgar o seu negócio. “Não pretendíamos que pagassem um aluguer. Tentámos sensibilizar e, como isto era para angariar fundos para a festa e para as associações, no final, se tudo tivesse corrido dentro das expectativas, se nos pudessem dar um donativo, uma ajuda, e até isto nos surpreendeu! Não estávamos à espera de um valor monetário tão alto como o que recebemos e isso também nos surpreende e também nos motiva, ou seja, mostra-nos que as pessoas também gostaram, também venderam, também foram ajudadas”, sublinha Rui Viana.
“Para o ano, vão ser muitas mais”, garante, referindo que pretendem alargar a oportunidade a mais pequenos negócios/associações de todo o concelho.

O desafio de criar uma aldeia Natal surgiu na Comissão de Festas de S. Jorge anterior (2024/25), que decidiu juntar quatro associações locais – comissão de festas, Rancho Folclórico de Zebreiros, Clube Recreativo Zebreirense e o Clube Motard “Os Cavaleiros de S. Jorge” – e organizar um evento que pudesse angariar dinheiro para a festa local (que acontece em abril), mas também para as quatro entidades envolvidas.
A comissão de festas atual, sendo a parte da organização com mais responsabilidade, começou na altura do verão com alguns contactos, tendo conseguido reunir vários apoios, mais ou menos indiretos, como foi o caso da Câmara Municipal de Gondomar e da União de Freguesias de Foz do Sousa e Covelo. Mas os preparativos foram até à última para que tudo ficasse como gostariam e respirasse a magia natalícia, desde o teto, com as iluminações, ao piso.
Ao todo, das quatro associações, estiveram envolvidas cerca de 60 pessoas na criação da Aldeia Natal, que abrangeu miúdos e graúdos, e foi um esforço coletivo e diário. Desde a montagem e decoração do espaço, preparação da comida e atuações, todos deram o seu contributo, até mesmo para que a tradição do Pai Natal acontecesse. E foi o delírio dos mais pequenos.

Tiago Viana é o rosto que costuma ficar atrás das barbas brancas e fato vermelho. Já faz “isto há dois anos, com muito orgulho das crianças de Zebreiros”, conta ao Jornal Referência.
Certo dia, “numa brincadeira” que também faz na sua família, surgiu a ideia de se mascarar de Pai Natal, um desafio que acolhe, com alguma timidez perante as gravações, mas com muita responsabilidade pelo papel que representa para os mais novos. Mas alguns já o descobriram: “Uma pessoa tenta esconder-se ao máximo, mas as crianças sabem sempre quem eu sou”.
“Isto é um orgulho para nós, este convívio com as pessoas, a ajuda das coletividades do lugar… é todo um orgulho para todos nós. Nós somos Zebreiros”, exclama.
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Foto de destaque: Rui Viana