De óculos mais ou menos coloridos, de telemóvel e banco na mão ou manta estendida no chão, foi assim que se assistiu a um momento histórico em Penafiel, esta quarta-feira, 12 de agosto: o eclipse parcial do Sol que teve mais de 90% de ocultação.
Durante as cerca de duas horas de duração deste fenómeno, dezenas de pessoas foram preenchendo as escadarias daquele que é um dos lugares mais emblemáticos da cidade de Penafiel: o Sameiro. A verdade é que acabaram por servir como uma autêntica sala de cinema que ofereceu um espetáculo multissensorial e único para muitos.

A zona ao redor do Sameiro encheu-se de pessoas e também de carros, fazendo lembrar os casamentos que ocorrem naquela igreja. Foi uma apresentação para todas as idades, desde crianças que recebiam recomendações dos pais sobre como usar corretamente os óculos do eclipse até aos mais velhos, e ainda para os emigrantes que visitam o país que os viu nascer nesta altura do ano.

Enquanto isso, a Terra, a Lua e o Sol foram seguindo os seus caminhos. Gradualmente, a Lua tapou o Sol em mais de 90%, fazendo com que a luz que se presenciava naquele período de tempo fosse diferente de um simples pôr do sol. Foi sentida a chamada “brisa do eclipse” e houve ainda quem comentasse que a energia percebida nesse momento era diferente.

Captar imagens não foi tarefa fácil, mas o mais importante ficou, com certeza, registado na memória de todos os que assistiram. O próximo eclipse total do Sol (que ocorreu agora apenas numa zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança) está previsto acontecer em Portugal só daqui a mais de 100 anos.

Foto: Ana Regina Ramos