É um novo dia em Nova Iorque. Para além da constante atividade da cidade, podemos observar teias no ar e alguém a balançar-se nelas. É o nosso Spider-Man! “Brand New Day” marca assim uma nova aventura de Peter/Parker a.k.a Spider-Man, novamente interpretado por Tom Holland, que se reúne aos amigos MJ (Zendaya) e Ned (Jacob Batalon), numa jornada que conta com a presença de Mark Ruffalo como Hulk, Jon Bernthal como Frank Castle/Punisher, Sadie Sink, num papel aparentemente misterioso, entre outros.
Este filme do presente ano de 2026 foi (e está a ser) um estouro de bilheteira, arrecadando milhares de dólares e chegando a ultrapassar “Avengers Endgame”, provando assim o desejo dos fãs de voltar a ver o herói de volta a Nova Iorque. Neste filme vemos Peter Parker a tentar lidar com os acontecimentos do último filme, e com as consequências que isso traz, em conflito com ele mesmo por ver os amigos de sempre seguirem as suas vidas sem ele, tudo isto enquanto um novo vilão opera nas sombras.
Diferente de “No Way Home”, que usava a nostalgia para criar espectacularidade e o multiverso era pretexto para uma reunião de vilões e heróis, este “Brand New Day” é mais terra a terra. As personagens ganham profundidade e o impacto emocional da narrativa é mais forte. O realizador Destin Daniel Cretton acertou em dar foco aos problemas e emoções das personagens para dar contexto para a história do filme (esse mesmo realizador já tinha feito o mesmo em “Shang-Chi e a lenda dos dez anéis”, outro filme da Marvel).
Contudo, para além das espectaculares sequências coreográficas de batalha e de algumas previsões acertadas, este filme poderia dar mais contexto para o que vem aí em termos do MCU. E quem segue este universo cinematográfico sabe que o “Avengers: Doomsday” está cada vez mais perto, sendo que todas as histórias levam a esse acontecimento, portanto, senti que a ligação a esse filme podia ser mais aprimorada.
Não obstante, é uma sólida jornada do Peter/Spider, pautada por uma cinematografia que enche a vista, uma banda sonora de Michael Giacchino que nos refresca os ouvidos e personagens que nos ficam na memória, interpretadas com a seriedade que merecem.
Estrelas: 4/5
Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.
Imagem: DR/Jornal Referência