Após a última temporada de “Monstro” que nos contou a história de Ed Gein (da qual também escrevi aqui) Ryan Murphy e Ian Brennan voltaram para nos contar, desta vez, a história de Lizzie Borden.
Antes de abordar qualquer aspeto desta narrativa, gostava de dar ênfase ao quanto a série me surpreende a cada temporada que passa, principalmente a nível de fotografia, colorimetria, adereços e cenários. Toda a estética criada e recriada para descrever uma época e criar interesse no espectador é, realmente, muito singular. Em todas as temporadas o considerei, porém, confesso que esta me surpreendeu particularmente, talvez por representar a época vitoriana.
Desde o primeiro episódio que fiquei completamente viciada e interessada na história, que nos fala de um caso real de 1982 em que duas pessoas, no caso o pai e a madrasta de Lizzie Borden, foram brutalmente assassinadas com machados, dentro da sua própria casa. O que tem este caso de diferente é que, apesar de todos considerarem Lizzie a principal suspeita, a verdade é que o caso foi absolvido por falta de provas.
Lizzie Borden tinha uma má relação com a sua madrasta que a tratava mal e denegria a sua imagem e com o seu pai, não era muito diferente. Esta era uma família com bastante dinheiro mas com um controlo muito vincado e uma falta de liberdade tremenda. O que se sabe é que a principal suspeita herdou a fortuna do seu pai, comprou uma casa e viveu isolada até à sua morte.
Naturalmente, esta série (e como em todas as outras temporadas) mostra o real e o irreal, misturando-se com cenas fictícias que podem tornar a história mais aliciante. Como anteriormente, este conteúdo é tão elogiado como criticado, por nem sempre seguir à risca a história real, contudo, na minha perspetiva, também ninguém o prometeu, por isso, pessoalmente considero esta temporada genial e com um elenco de cortar a respiração.
Já dei por mim a pensar… qual será a próxima história que vão contar? E acho que isso quer dizer muito. Venha a próxima temporada, porque a minha classificação se mantém!
Estrelas: 5/5
Imagem: DR/Jornal Referência