Um percalço impediu-nos de acompanhar a primeira parte deste jogo, razão pela qual apresentamos um pedido de desculpas aos nossos leitores e às instituições em questão.
Não houve golos nesse primeiro período, mas à nossa chegada, sentia-se a importância que o jogo encerrava para ambos os conjuntos. O Aliança de Gandra, que procurava fugir à zona de despromoção, recebia um Gondomar que vinha de uma série de vitórias e, particularmente, de um triunfo forasteiro em casa do Salgueiros.

Foto: Eduardo Carvalho
As gentes desta freguesia de Paredes revelavam alguma apreensão face ao momento da equipa, mas, ao mesmo tempo, esperança em ganhar o jogo e um impulso para a segunda volta do campeonato.
Neste encontro a contar para a jornada 14 da Série B do Campeonato de Portugal, o técnico dos anfitriões, Mário Rocha, operou uma substituição logo ao intervalo: saída de Rui Herculano, rendido por Marcelo Santos.
A etapa complementar inicia-se com uma toada exibicional incaracterística, de parte a parte.
Os comandados de José Alberto mostravam um ligeiro ascendente ao nível da iniciativa, mas foram os visitados os primeiros a criar perigo: contra-ataque pela direita e Nuninho, apesar do escasso ângulo, a fazer uso de um bom jogo de cintura para rematar, pouco ao lado.

Na resposta, um lance de contra-ataque “de manual” dos amarelos e azuis culmina num grande passe de Manuel José para o extremo Pedro Nunes inaugurar o marcador.
Os visitantes evidenciavam maior fluidez na posse, sobretudo no princípio de construção ofensiva.
Prova disso foi o tento que ampliaria a vantagem, três minutos depois do primeiro golo: excelente jogada de ataque organizado, com a bola a circular a toda a largura da grande área dos da casa, até que surge o cruzamento da direita, o cabeceamento não sai perfeito e Francisco Sousa emenda para o fundo das redes de Flávio Brandão.

Foto: Eduardo Carvalho
Os visitados tentam “pegar” no jogo, mas falham invariavelmente no capítulo da definição, nomeadamente no último terço do terreno de jogo.
Os gondomarenses continuavam ameaçadores, com contra-ataques combinativos e objectivos. O treinador do Aliança tentou “mexer” com o jogo, com uma dupla substituição que esgotou as possíveis: todavia, nem Rui Teixeira nem Ricardo Barros – recém-entrados – o lograriam.
O melhor que os anfitriões conseguiram teve origem num lançamento da esquerda, com a bola a não ser aliviada pela defensiva adversária, sobrando para Nuninho, o canhoto “puxa” para o seu pé favorito, mas remata às malhas laterais.
Os forasteiros, por esta altura, estavam muito confortáveis na partida, ora explorando o adiantamento da defesa contrária, ora “congelando” a posse de bola para melhor controlar o jogo. Deu, inclusivamente, para fazer descansar os marcadores dos golos e dar alguns – poucos – minutos de jogo a Ivan Santos, regressado de lesão.
O Aliança de Gandra continua “aflito” na tabela, à espera de que o novo ano traga melhores resultados, enquanto que o Gondomar SC continua a excelente recuperação na classificação, com quatro vitórias consecutivas e exibições dignas de um candidato à subida de divisão.
Este autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico.