Júnior Empresas querem dar resposta às competências a desenvolver além do currículo académico

Foto: FJC e Base IPAM

Comunicação, persistência, evolução e curiosidade fazem parte das skills trabalhadas por algumas júnior empresas da universidade do Porto. A Base IPAM e a FEP Junior Consulting (FJC) são empresas formadas por jovens universitários que prestam serviço de consultoria de marketing e serviços dentro dos estudos de mercado e projetos de apoio para empresas, respetivamente.

Segundo a Junior Enterprises Portugal, o atual panorama português inclui: 842 júnior empresários, 19 júnior empresas, 15 faculdades e 174 projetos por ano. O percurso da FJC começou em 1997, a Base em 2014 e demorou quatro anos a construir a identidade atual. A JE Portugal descreve que alguns dos benefícios para as juniores empresas são: “representação institucional das Júnior Empresas, perante diferentes stakeholders. Incentivo ao espírito e educação empreendedora, através da promoção de um pensamento crítico e disruptivo. Desenvolvimento das competências dos estudantes universitários”.

Foto: Base IPAM

O processo para ingressar numa destas empresas começa pelo recrutamento, que, muitas vezes, é o primeiro contacto semelhante ao que os estudantes têm com uma entrevista de emprego. No caso da Base, “todas as fases do recrutamento, sendo elas – a resolução e apresentação de um caso prático em grupo; uma dinâmica de grupo e uma entrevista – pretendem avaliar as competências pessoais” que valorizam e perceber “se existe alguma capacidade técnica que pode valorizar, ainda mais, o candidato”.

“Queremos que cada membro possa crescer com a organização, com intuito de acompanharmos todo o seu desenvolvimento, quer a nível dos projetos, quer a nível dos laços e amizades que se criam na FJC”, refere a FEP Junior Consulting. O recrutamento da FJC engloba também três fases – pré-dinâmicas, entrevista e dinâmicas finais -, contando com a presença da Main Partners, Sonae e PwC. A equipa da FJC é composta por cinco departamentos e quatro “escalas evolutivas, onde pretende premiar o mérito, dando mais responsabilidade consoante a experiência e o trabalho na organização”.

Foto: FJC

Um dos maiores obstáculos partilhado pela FJC é “o facto de a licenciatura em Economia e Gestão ter apenas a duração de três anos, a elevada rotatividade dos membros é sempre o maior risco da FJC, devido a potenciais perdas de conhecimentos e processos”. Contudo, o trabalho da FJC não parece sair prejudicado, pois são “a única júnior empresa com certificação de qualidade externa, a norma ISO 9001:2015”, o que também os “distingue das demais”, comenta Beatriz Viana, diretora geral interna da FJC.

Uma das grandes críticas realizadas ao ensino universitário português é o elevado nível de teoria lecionada, contudo, há quem defenda que esta realidade tem vindo a mudar. A Base confessa que: “estamos integrados numa faculdade que prima pela praticidade e contacto próximo com a realidade empresarial. A Base surge para complementar esse ensino, onde os projetos acabam por ir para além do académico, mais objetivos e concretos respondendo às dificuldades das empresas”. Já a FJC refere que os conhecimentos da sala de aula são incorporados nos seus projetos.

Os objetivos a longo prazo da FJC passam por maior trabalho com “projetos internacionais, interligando diferentes culturas, projetos que foquem a área da sustentabilidade”. A Base ambiciona ser reconhecida “no mercado como uma academia empresarial de referência em marketing, já com um vasto portfólio e parcerias capazes de não gerar dúvidas” do que são realmente capazes, “facilitando o primeiro contacto com as empresas e potencializando cada vez mais o desenvolvimento dos membros”.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta