António José Seguro escolhido para novo Presidente da República: “Sou livre. Vivo sem amarras”

António José Seguro

António José Seguro venceu, este domingo, 8 de fevereiro, a segunda volta das eleições presidenciais e é, por isso, o próximo Presidente da República.

O candidato vencedor alcançou 66,82% dos votos e André Ventura 33,18%, nos resultados globais divulgados no site do Ministério da Administração Interna, às 22h31. Nos concelhos da Região Norte, António José Seguro liderou também os votos.

De destacar, ainda, que houve 3,17% de votos em branco (172.415 votos).

No próximo domingo, os eleitores (36 852) de alguns concelhos do Centro do país que foram afetados pela tempestade dos últimos dias ainda vão às urnas para exercer o seu direito.

António José Seguro vai tomar posse a 9 de março, sucedendo, assim, a Marcelo Rebelo de Sousa.

“A minha liberdade é garantia da minha independência”

As primeiras palavras como presidente eleito foram endereçadas às vítimas do mau tempo que tem assolado o país: “não aceitarei burocracias que impeçam a chegada dos apoios. Visitarei as zonas afetadas para garantir que esses apoios estão a chegar”. “Não vos esquecerei e não vos abandonarei! A resposta à dor não é o grito, é o trabalho e há muito trabalho a fazer”, afirmou António José Seguro, referindo que é necessário “um país preparado”.

“Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia por terem superado mais um desafio e afirmado a sua cidadania”, disse ainda, lembrando todos os portugueses que se deslocaram às urnas, mesmo na situação em que o país se encontra devido às tempestades.

António José Seguro prometeu “lealdade” à Constituição da República Portuguesa e garantiu que, “a partir desta noite”, André Ventura deixa de ser seu adversário: “temos agora o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo. A maioria que me elegeu extingue-se esta noite”.

“Hoje falo-vos com o coração cheio. Cheio de gratidão, cheio de emoção, cheio de responsabilidade”, sublinhou. “Esta vitória não é minha, é nossa. É de cada pessoa que acreditou e teve a esperança num país melhor”, evidenciou, afirmando aceitar, “com muita humildade” e “enorme emoção e confiança” o cargo que vai iniciar.

“O presidente de todos, todos, todos os portugueses, dos que votaram em mim, dos que fizeram outra opção, dos que ainda não votaram e dos que optaram por não votar. A todos saúdo por igual como presidente eleito da República Portuguesa”, declarou António José Seguro, agradecendo a todos que o acompanharam nesta jornada.

O candidato eleito falou aos jornalistas e perante uma plateia repleta no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha e reiterou que servirá Portugal com “o mesmo compromisso” que os anteriores Presidentes da República, mas no seu “próprio estilo”.

“Sou livre. Vivo sem amarras. Assim agirei durante os cinco anos do próximo mandato. A minha liberdade é garantia da minha independência”, continuou, reafirmando a “natureza independente” da sua ação. “Jamais serei um contrapoder, mas serei um presidente exigente”, anunciou, acrescentando que, em Belém, “os interesses ficam à porta”.

Ao defender a “estabilidade política”, António José Seguro acredita que Portugal tem “uma oportunidade única para que os partidos políticos, o parlamento e o governo encontrem soluções duradouras” para os problemas do país e salientou vir a ser “impulsionador dessa mudança”. “Comigo não ficará tudo na mesma”, destacou.

Foto: Facebook António José Seguro

Artigo atualizado às 13h14 de dia 9/2/2026 com detalhes sobre uma das declarações de António José Seguro.

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