Auricular. Esta foi a palavra mais ouvida nos últimos dias.
Trata-se de um “dispositivo usado na orelha, composto geralmente de auscultador e microfone”. É usado em diferentes contextos e com diferentes propósitos, mas o objetivo primordial, no caso de um jornalista, é a criação de uma comunicação entre o profissional e a régie. Permite que o jornalista saiba quando vai entrar em direto e o que está a acontecer além daquele local de reportagem onde se encontra.
Mas, hoje, é importante lembrar também duas palavras muito importantes na vida de um jornalista e, na verdade, de qualquer outro profissional: Saúde Mental. Esta quinta-feira assinala-se o Dia Mundial da Saúde Mental com o tema: “É tempo de priorizar a Saúde Mental no local de trabalho”.
De acordo com um estudo divulgado há precisamente um ano, quase metade dos jornalistas afirmou ter níveis elevados de esgotamento. Além disso, 38% dos jornalistas sente que tem problemas de saúde mental associados ao trabalho jornalístico, conforme indicou o Inquérito Nacional às Condições de Vida e de Trabalho dos Jornalistas em Portugal, realizado pelo Observatório para as Condições de Vida e Trabalho da Universidade Nova de Lisboa.
Se bem se recordam, em março deste ano, os jornalistas estiveram em greve por melhores condições de trabalho. Os jornalistas tentaram fazer-se ouvir.
Mas sem Saúde Mental, sem uma valorização da profissão e melhores condições de trabalho não é possível que o jornalismo se mantenha como o Quarto Poder e a Democracia continue a existir da forma como sempre a conhecemos.
O que os jornalistas precisam é que o auricular lhes sopre que a profissão vai ser valorizada e as condições de trabalho asseguradas.
Consultem aqui alguns recursos direcionados a jornalistas.