POR OUTRAS PALAVRAS: Aniversários

Por outras palavras, Aniversários

Os aniversários costumam ser vistos como momentos de festa, convívio e celebração. Para muitas pessoas é uma data aguardada com alegria, no entanto, nem sempre é assim. Há quem evite festejar porque associa o dia a uma experiência dolorosa do passado, quem se sinta desconfortável com a passagem do tempo ou quem, simplesmente, não encontre prazer em ambientes de festa. Para estas pessoas, o aniversário pode ser um dia de ansiedade ou tristeza em vez de celebração.

É importante lembrar que não existe uma forma “correta” de viver o aniversário. Cada um pode encontrar a sua própria maneira de assinalar a data, sem se sentir obrigado a seguir convenções sociais. Para uns, poderá ser um dia de silêncio e introspeção; para outros, uma oportunidade para práticas de autocuidado; e para outros ainda, um momento de gratidão pelas conquistas do último ano. Também é válido procurar companhia apenas de quem transmite segurança e bem-estar ou reinventar a celebração em torno de algo que faça sentido para a própria pessoa.

Muitas vezes, dar um novo significado ao aniversário pode ser um caminho para resgatar a relação com essa data. Não precisa de ser uma grande festa, pode ser um passeio, escrever uma carta a si próprio, oferecer-se um presente simbólico ou até simplesmente parar para respirar e reconhecer o valor da própria vida. Ao permitir-se escolher como viver o dia, cada pessoa ganha autonomia e cria um espaço de maior autenticidade.

Este tema foi escolhido para a rubrica de outubro porque também ela está de aniversário: celebra dois anos de existência. Tal como um aniversário pessoal, este marco convida à reflexão. Ao longo destes dois anos, a intenção foi trazer reflexões que pudessem ser úteis e despertar novas formas de olhar para a saúde mental no dia a dia. Espero que estes textos tenham sido, de alguma forma, incentivo ou ponto de partida para pequenas mudanças, mas significativas.

Os aniversários, pessoais ou de projetos, lembram-nos que o tempo passa, mas também que podemos escolher como o viver. Não precisam de ser momentos grandiosos, mas sim oportunidades de parar, pensar e valorizar o caminho feito. Sejam dias de festa ou de silêncio, o essencial é que nos tragam significado e autenticidade.

Imagem: DR/Jornal Referência

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

error: Este conteúdo está protegido!!!